Muito se falou até aqui de reforma política por muitos dos políticos em meio às várias tendências. É que há grande complexidade na definição de seus termos. Discutidos e aprovados, dentro de um consenso, agradando ou não a todos, vingará. A questão é saber em quais termos haverá o difícil consenso.

Há questões, por exemplo, quanto à coincidência ou não de #Eleições e mandatos, do voto distrital para o legislativo, da reeleição nos cargos do executivo, das alianças partidárias, da manutenção e criação de partidos políticos, expostas a discussões e sugestões. No Congresso, sem plebiscito. E sem a "armação" da constituinte exclusiva.

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Há uma, no entanto, que desperta maior expectativa: a do financiamento de campanhas políticas, sob suspeita de serem contaminadas por impropriedades e atos de corrupção. Doações de particulares, por exemplo, são consideradas normais, mas as que procedem de empresas sofrem restrições. O próprio Supremo Tribunal Federal já vetou esse tipo de doação, agora dependendo de discussão e decisão do Congresso.

Na realidade, há uma precipitação quanto ao veto. O presidente do Tribunal, Dias Toffoli, e dois políticos de peso, o senador eleito José Serra e o vice-presidente Michel Temer, manifestaram-se contrariamente ao veto, para quem é um erro proibir o financiamento de campanhas por parte de empresas. Também não se pode tomar o exemplo do escândalo da Petrobrás e de outras situações em que aparecem doações provenientes de propinas de valores pagos por empresas que realizam obras públicas.

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A proibição não descartará certas doações, e poderá incentivar mais a prática do odioso "caixa dois". Doações às claras e legais dignificam a participação popular.

A luta pela proibição vem do tempo em que o PT estava na oposição e condenava aquilo que lhe era difícil ou impossível e defendia o financiamento público como forma de igualar as oportunidades dos disputantes. Mas isso também torna os partidos da situação um tanto dominantes das oportunidades, o que é péssimo.

Há questões também importantes para a reforma: a diminuição do número de partidos, para eliminar os partidos de aluguel, campanha política na TV com base em programas de #Governo, fim das coligações para as proporcionais, afastamento do fisiologismo, fim da reeleição para cargos do executivo, cujo mal se pode comprovar pela indecente eleição (e reeleição) desse ano em que a presidente foi muitas vezes só candidata. O voto continuaria obrigatório como a melhor maneira de não se piorar a corrupção eleitoral. Afinal, a quem verdadeiramente interessa a reforma eleitoral?