Foi apresentado no último domingo 02/11, em Copenhague, Dinamarca, o mais recente relatório sobre as mudanças climáticos no mundo. Depois de uma semana de debates entre cientistas e autoridades governamentais de todo o mundo, foram divulgadas as conclusões gerais no "Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas", cujos relatores foram o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon e o diretor do IPCC - Rajendra Pachueri.

O relatório foi concluído após a participação de 800 autores e milhares de outros revisores que analisaram 30 mil pesquisas científicas, e todas apontaram para a mesma direção : o efeito do resíduo dióxido de carbono CO2. Conforme disse um dos membros do IPCC, o professor da Universidade de Oxford na Grã-Bretanha, que participou da elaboração do documento:

"Não podemos queimar todos os combustíveis fósseis que temos sem lidar com o resíduo resultante, que é o CO2, e sem despejar isto na atmosfera.

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Se não conseguirmos desenvolver (um sistema de) captura de carbono, teremos que parar de usar combustíveis fósseis se quisermos parar a perigosa mudança climática".

Ban Ki-moon também acrescentou:

"Primeiro: a influência humana no sistema climático é clara e crescente. Segundo: temos que agir rapidamente e de forma decisiva se quisermos evitar resultados cada vez mais perturbadores. Terceiro: temos os meios para limitar a mudança climática e construir um futuro melhor."

"Há um mito de que a ação para o clima custa muito, mas a falta de ação vai custar muito mais."

A conclusão afirma que o uso indiscriminado dos combustíveis fósseis (carvão mineral, petróleo, gás natural) deve ser suspenso e chegar ao nível zero. Mas para isso as emissões devem baixar entre 40 e 70%, em termos mundiais entre 2010 e 2050, não havendo mais emissões até 2100.

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Os dados do relatório concluem que a situação é alarmante - e a principal causa é a influência do ser humano, e, se não forem tomadas medidas para limitar o impacto danoso no planeta até o fim do século XXI, o futuro será catastrófico. As consequências poderão ser observadas nas plantações, na pesca, falta de água, ondas de intenso calor, inundações, fome, doenças por causa das altas temperaturas e a transmissão de doenças por mosquitos, danos ao ecossistema do qual o homem depende, etc. Segundo o relatório, as populações não estão preparadas e as mais pobres receberão maior impacto com as consequências. Porém, conforme concluíram as pesquisas, ainda há tempo para reverter a situação se assim as autoridades se unirem e tomarem as devidas providências ao redor do mundo.

Conforme a fala do diretor do IPCC, Rajendra Pachueri:

"Agora a comunidade científica se pronunciou" e está "passando o bastão para os políticos, para a comunidade que toma as decisões". "Felizmente nós temos os meios para limitar a mudança climática e construir um futuro mais próspero e sustentável".

Também houve a menção de que a solução é economicamente acessível e possível.

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Em 1997, 162 países com o objetivo de limitar a emissão dos gases poluentes, assinaram o Protocolo de Kyoto, comprometendo-se a reduzirem o nível dos gases. No entanto, alguns países não estão cumprindo o Protocolo de compromisso por uma simples razão: interesses econômicos.

Juntamente com o Brasil estão mais alguns outros países considerados os principais emissores de resíduos poluentes que são: China, Estados Unidos, Rússia, Índia, Japão, Alemanha, Canadá, Reino Unido e Coréia do Sul. #Natureza