Mais uma vez, infelizmente, vemos que nosso atual #Governo pensa somente no prático, costumeiro e esquece que inovações e mudanças são necessárias, ou será que novamente interesses financeiros prevalecem aos do país e do povo, pois onde há obras e grandes construtoras envolvidas, sempre há a chance de superfaturamentos e lucro fácil com o dinheiro público, como temos visto nos mensalões e operações como a lava-jato? Há muito tempo construímos hidroelétricas devido à grande quantidade de rios que existem em nosso rico país, mas estamos esquecendo que o desmatamento acelerado e descontrolado de nossas florestas está, comprovadamente, afetando o clima e ajudando o aquecimento global.

Publicidade
Publicidade

O alerta é do Greenpeace, que mais uma vez, coloca-se à frente de causas ambientais e defende nosso bioma mais precioso, a Floresta Amazônica.

O governo planeja amenizar a atual crise energética construindo mais 5 hidroelétricas no Rio Tapajós e com isso, inundar uma área equivalente ao Estado de São Paulo, matando muito da biodiversidade existente na região e reduzindo ainda mais a área de floresta que já vem sendo dizimada diariamente por madeireiras, bem debaixo das barbas governamentais. Falta planejamento, falta visão ambiental. Além do que, não se deve apostar todas as fichas em um único lugar. A diversificação é uma saída inteligente e existem formas melhores e ecologicamente corretas para se obter energia. Nosso país tem grande potencial para a energia eólica, cujo custo é o segundo mais barato, perdendo por pouco somente para as hidroelétricas, e que poderia atender o triplo da demanda por energia atual.

Publicidade

E também para a energia solar, que aliás, está cada vez mais barata e hoje poderia atender até 10 vezes a demanda por energia do país, já pensou? Foi realizado esse ano o primeiro leilão para geração dessa fonte de energia exclusivamente. Já é um começo, mas devemos investir muito mais em fontes de energias alternativas.

Ricardo Baitelo, coordenador da campanha de Clima e Energia do Greenpeace, explica de forma clara e objetiva essa necessidade: "Se pensarmos no cenário de mudanças climáticas, essa aposta cega em uma fonte principal de energia aumenta enormemente a insegurança energética do país. Com o potencial que tem, o Brasil pode liderar uma verdadeira revolução energética, com a adoção de um circuito de energias limpas que complementem a geração nos meses de estiagem e reforcem a segurança energética do país." Além disso, estaremos desrespeitando a conservação de terras indígenas, cujas fronteiras já foram grandemente reduzidas. Nessa região do Tapajós vive, entre outras nações, a nação indígena dos Mundurukus, que participou de uma manifestação às margens do Rio Tapajós, juntamente com ativistas do Greenpeace e escreveram na areia com pedras as palavras: "Tapajós Livre".

Publicidade

O governo, sem nem ao menos comunicar ou consultar os índios, decidiu leiloar a concessão das hidroelétricas. Leilão que já havia sido marcado para 15 de dezembro, mas devido à pressão dos Índios Mundurukus, foi temporariamente suspenso.

Ao que parece, os índios, com sua simplicidade, entendem muito mais de vida e preservação ambiental do que os "entendidos" do governo, afinal, não são movidos por ganância e dinheiro como os "homens brancos" e seus leilões baratos da #Natureza. O caixa dois das licitações envolvendo grandes construtoras, com acordos vergonhosos entre políticos corruptos e empresas corruptoras, não lhes interessa em nada. Fica aqui um apelo à oposição para que forcem o governo a investir em projetos de diversificação de geração de energia, e salvem o pouco que nos resta da maior floresta tropical do mundo. "TAPAJÓS LIVRE".