Desde setembro o Brasil já conta com 824 casos da febre chikungunya e o problema não deve terminar por aí. De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde, o país conta com 117 municípios em estado de alerta e com grande risco de uma disseminação da doença, dentre eles estão dez capitais brasileiras. Isso acontece pela grande infestação do mosquito Aedes aegypti, que é o transmissor da doença. Dentre as capitais que estão em estado de alerta encontram-se: Belém (PA), Natal (RN), São Luís (MA), Recife (PE), Cuiabá (MT), Porto Velho (RO), Vitória (ES), Maceió (AL), Aracaju (SE) e Porto Alegre (RS). Além dessas cidades mais alarmantes, o ministério divulgou que há mais 533 cidades em alerta e outras 813 consideradas com situação satisfatória que ocorre quando 1% ou menos das casas visitadas têm foco do mosquito Aedes aegypti.

Entenda mais sobre a doença chikungunya

A Febre Chikungunya é causada por um vírus transmitido principalmente pela picada do mosquito da dengue, o Aedes aegypti. Embora vários métodos de controles desse inseto venham sendo tomados, ele ainda está presente em boa parte das cidades brasileiras, o que faz com que não apenas a dengue seja espalhada rapidamente, mas também essa nova doença, a Febre Chikungunya.

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Isso faz com que ela seja realmente preocupante, principalmente porque os sintomas da febre são muito parecidos com os da dengue, porém, a pessoa sente ainda mais dor. Um doente acometido com a Febre Chikungunya queixa-se de mal-estar, febre, dores pelo corpo, apatia, dor de cabeça e cansaço.

Não há um tratamento específico. A medicação usada é para ajudar a diminuir os sintomas como a febre e as dores fortes. Não é indicado o uso do ácido acetilsalicílico, a aspirina, o diclofenaco, ibuprofeno e piroxicam pelo maior risco de sangramento. A pessoa doente precisa beber muita água e em caso de desidratação severa, pode precisar ser internado para fazer fluidoterapia. Os que se curarem não correm risco de contrair a doença novamente. Ficam imunes.