Nos últimos dias a cidade de São Paulo e regiões circunvizinhas receberam chuvas. Alguns pontos sofrem alagamentos, mas os consumidores continuam com as torneiras secas. Ontem (28) São Paulo recebeu, segundo pesquisadores, uma forte chuva de verão com precipitação de aproximadamente 53 milímetros, causando alagamentos, acidentes de trânsito e quedas de árvores, mas o sistema Cantareira, o maior reservatório de abastecimento, continua em queda.

O que ocorre que mesmo com as constantes chuvas a seca não termina?

Vários aspectos ambientais devem ser lembrados e podem ser levantados como a possível resposta para que a água da chuva, mesmo em boa quantidade não supra os reservatórios.

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Vamos listar alguns pontos, tais como:

Chuvas de verão - As chuvas de verão costumam ser momentâneas e as nuvens possuem pouca área abrangendo pequenas regiões, o que causa um derramamento localizado e pouca drenagem, visto que a chuva é forte e as áreas urbanizadas possuem pouca área de solo para que a água infiltre e escorra até o lençol freático ou até ribeirões e rios.

Sistemas de drenagem - São Paulo, entre outras cidades de nosso país, não possui um eficiente sistema de drenagem, o que acarreta em perda de volume de água e possíveis alagamentos. Além dos sistemas serem antigos e ineficientes, a poluição que chega até os bueiros causa entupimentos e vários problemas.

Chuvas localizadas - As chuvas dos últimos dias ocorreram na região central da cidade de São Paulo, bem distante da captação do sistema Cantareira que se estende até o sul do estado de Minas Gerais, o que não colabora diretamente para a solução e aumento do nível do reservatório, porque que as águas dessas chuvas escoam para outros rios.

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Desmatamento - A Mata Atlântica, desde o descobrimento de nosso país, tem sofrido grandes e alarmantes desmatamentos. O sistema Cantareira está inserido nesse cenário lamentável e ambientalmente degradante. Parte da área e dos rios que compõem o Cantareira possuem suas margens desmatadas, o que causa a seca no solo que apresenta rachadura, e quando ocorrem chuvas, o solo absorve-a como uma esponja, impedindo que a água se desloque pela superfície. Mesmo que ocorram chuvas sobre esses rios nos próximos dias, a seca foi intensa durante 12 meses e será necessário um grande volume de água. Se houvesse vegetação nessas áreas, estas ajudariam a manter a umidade do solo, que recuperaria sua permeabilidade e seria possível a água correr pela superfície, elevando os níveis do sistema.

Diante dessa situação, os governos estadual e federal buscam novas saídas, como a construção do sistema São Lourenço para reservar maior volume de água, bem como ações de conscientização do consumo, bônus aos clientes e reflorestamentos.

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Porém é necessário um trabalho contínuo e conjunto da população e governo para reverter esse quadro caótico, para evitar perda de água, alagamentos, conter a poluição dos centros urbanos e melhorar o meio ambiente, porém todas essas ações requerem um médio ou longo tempo para que ocorram e as mudanças sejam significativas. #Seleção de Futebol