No Child Care Center (conhecido anteriormente como KEPEP), em Lechaina, vivem 65 pessoas entre crianças e jovens adultos, com graus variados de deficiência como autismo ou Síndrome de Down. O centro é localizado em uma aldeia no sul da Grécia e tem apenas 6 funcionários para tratar de todos os pacientes.

Os pacientes que podem se cuidar são autorizados a passar o dia na sala e voltar para os quartos à noite, onde dormem em camas com grades (semelhantes a jaulas). Já aqueles que não têm autonomia para cuidarem de si mesmos passam todos os seus dias enjaulados e são alimentados através de grades. Dentro dos quartos eles dormem em colchões de plástico, com seus uniformes jeans e tem uma higienização precária (os banhos são raros e quando acontecem são feitos às pressas).

A psicóloga portuguesa, Catarina Neves, que foi voluntária no centro em 2008 conta que tudo na instituição é feito de que forma que os pacientes sobrevivam, sem se machucarem e sem que ocorra o mínimo de aborrecimento.

A instituição deixou de receber voluntários após uma campanha feita por dez voluntários internacionais, que após prestarem serviços ao centro, decidiram chamar a atenção do mundo para as condições dos pacientes do local. Os voluntários criaram um blog, o KEPEP Children, e prestaram queixas a algumas entidades.

Na época das denúncias, em 2011, a responsabilidade do centro era do Ministério da Saúde. Segundo informações, o responsável hoje é o Ministério dos Serviços Sociais. A nova diretora do centro é Gina Tsoukala, que não recebe seu salário há quase um ano, mas que apesar disso, diz que não desiste do centro porque sente que deve ficar e lutar pela causa das crianças.

Segundo o médico George Gotis, que presta serviço voluntário ao centro, as grades foram colocadas para proteger os voluntários e não os pacientes. Em uma pequena sala há um circuito interno de TV monitorando permanentemente os quartos.

Anos após as denúncias, as únicas mudanças ocorridas no centro foram as cores das grades, que foram pintadas de cores alegres e o fato de duas pacientes agora frequentarem a escola. 

No blog KEPEP Children há uma petição para ajudar a trazer mudanças significativas para o Centro.