Os níveis dos reservatórios de água do estado de São Paulo continuam a cair. Segundo pesquisadores, a recuperação dos reservatórios poderá ocorrer apenas em 2016. O sistema Cantareira, o maior do estado, está abaixo de 10% de seu nível de abastecimento.

A crise hídrica que São Paulo enfrenta, decorre da estiagem atípica que ocorreu no período chuvoso, que se estende de março a outubro, entre 2013 e 2014. As poucas chuvas que ocorreram neste mês de novembro não foram suficientes para evitar quedas dos reservatórios e nem mesmo para recuperá-los. A água que escorre nas torneiras de cerca de 9 milhões de consumidores desde julho deste ano, faz parte do volume morto da Sabesp.

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O que é volume morto? É o volume de água represado abaixo dos níveis das comportas da Sabesp.

Quais as possíveis causas de São Paulo estar passando por esta crise hídrica?

Um dos pontos é que o período chuvoso entre 2013 e 2014 foi atipicamente seco, sem ocorrência da quantidade esperada de chuvas, o que ocasionou baixa nos reservatórios visto que o abastecimento continuou mesmo com baixos níveis de água.

Não se pode apontar a estiagem como o principal motivo da crise hídrica, visto que a Sabesp já conhecia a alta dependência do sistema Cantareira e há dois anos atrás viabilizou estudos e projetos para ampliar a reserva com investimentos do governo estadual e federal. O que ocorreu foi um atraso na execução de alguns projetos que serão finalizados apenas em 2018 - como o novo sistema de produção de água São Lourenço, que retirará água da Cachoeira do França, em Ibiúna, e será capaz de tratar quase 5 mil litros de água por segundo.

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Outro ponto ambientalmente influenciável na crise hídrica é o desmatamento que avança na Amazônia. Segundo pesquisadores, a floresta amazônica mantém o ar em movimento, levando chuvas para diversas regiões do continente. Sendo assim, a Amazônia possui um papel importantíssimo na regulação de chuvas de todo o continente e pode sim influenciar a crise hídrica em São Paulo. Visto o desmatamento estar aumentando ano após ano em proporções alarmantes, pode sim ter influenciado todo o período chuvoso e afetado diretamente as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país.

Os cidadãos podem colaborar diminuindo o consumo de água, combatendo o desmatamento através da não aquisição de produtos derivados da extração ilegal da madeira amazônica, reflorestando áreas e auxiliando ONG´s na luta contra o desmatamento e a favor de um meio ambiente recuperado.