No dia 9 de agosto deste ano (2014), dois jovens negros estiveram no alvo das balas da polícia em Ferguson, estado do Missouri, nos Estados Unidos. O incidente se deu quando, por volta das 14:00, os dois rapazes, Michael Brown, de18 anos, e Dorian Johnson, 22, caminhavam pela rua, indo para a casa de sua avó, quando uma viatura se aproximou e ordenou que os dois andassem pela calçada. Os jovens entraram em discussão com os policiais e foi disparado um tiro de dentro da viatura, fazendo com que os dois começassem a fugir. Durante a perseguição foram emitidos vários disparos em direção aos jovens e Michael Brown foi fatalmente ferido, morrendo à distância de 11 metros do carro de polícia.

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Dorian Johnson teve sorte e não foi atingido.

O ocorrido resultou em várias reações populacionais nos subúrbios de St. Louis e mesmo a nível nacional. Protestos, manifestações violentas, manifestações sociais. "Essa atitude horrenda não é representativa de Missouri e não pode ser repetida", disse Nixon, Governador do Missouri. Uma investigação sobre os direitos civis foi iniciada pelo FBI e o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disponibilizou recursos para as investigações.

O oficial da polícia de Ferguson, Darren Wilson, autor do disparo que acertou Brown, pode ser indiciado.

Nessa segunda-feira (17/11/14) o Governador do Missouri, Jay Nixon, declarou estado de emergência, antecipando os problemas que podem surgir após a decisão do júri no caso. Nixon disse que protestos e manifestações são direitos civis, mas que os cidadãos e as empresas devem ser protegidos da violência e danos.

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O estado de emergência terá o prazo de duração de trinta dias, a menos que seja prorrogado por mais tempo.

O prefeito de St. Louis, Francis Slay, diz que o plano visa trazer tropas da guarda nacional para a cidade, mas como um corpo policial secundário apenas, e que o papel da polícia de Ferguson será diminuído apenas em caso de distúrbios. Enquanto o prefeito Slay enfatizava sobre o papel secundário da guarda nacional, colocava sua opinião concordando com a decisão do governador para declarar estado de emergência.

Muitas são as dúvidas a respeito da decisão do júri, e não se sabe ao certo como a população vai reagir. Por isso faz todo sentido estar preparado para o caso de haver violência, disse Slay. #Justiça