Primeiramente foi o ministro Gilberto Carvalho, em entrevista, que criticou a falta de diálogo da "presidenta" Dilma com setores do #Governo. Depois, transparecendo uma luta entre o Lulismo e a presidente reeleita, foi a ministra Marta Suplicy a pedir demissão e a criticar a política econômica do governo. Agora, torna-se mais difícil montar uma equipe de nomes confiáveis e respeitáveis. As razões dos dois aqui mencionados remetem-nos à possibilidade de afetar a credibilidade que deve ter a ocupante do cargo mais importante da República, a companheira de muitas lutas. Do primeiro, Gilberto Carvalho, pelas ligações com Lula, talvez pela defesa do "Volta Lula"; de Marta, pela intenção de candidatar-se à prefeitura de São Paulo, pelo que deve estar a salvo de restrições do eleitorado.

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As grandes razões dizem respeito aos prováveis substitutos e também à presidente Dilma. As razões dos primeiros iniciam com a solicitação, veiculada em jornais, de que querem ocupar "ministérios de qualidade". Qualidade que talvez falte a alguns pretendentes. As razões da presidente estão (embora não divulgue) relacionadas com a qualidade dos disponíveis e com interesses em jogo.

A bancada do PT na Câmara, reunida no dia 13, exigiu um "ministério mais qualificado", cujo desempenho não causasse, como agora, o desgaste de defender o governo. E a base do ministério qualificado estaria no fato de ter mais representatividade política. Pelas críticas, ficou claro que o desempenho do partido na eleição foi afetado pela impossibilidade de se defender o atual governo pela falta dessa representatividade.

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Entender como é constituída essa representatividade política (essa que faltou na eleição) é que nos remete para nomeações pautadas em votos, apadrinhamentos políticos ou eleitorais e acordos partidários, e não em competência.

Agora surgem as críticas aos ministros atuais (uma foi tida como inoperante e Marta Suplicy mostrou-se despreparada, por exemplo). Quanto a isso, há ministros que não são qualificados para os cargos que ocupam. Estes estarão no bloco que está colocando, como de praxe, os cargos à disposição da presidente. As dificuldades, então, podem ser parcialmente vencidas. Mas e as que emergirão da árdua escolha dos substitutos dentro de um governo que parece ter perdido combustível e o rumo no mar revolto dos escândalos da Petrobras? SOS! #Eleições