O governo do Iraque informou no domingo, dia 2, que pelo menos trezentos e vinte e dois membros da tribo sunita Albu Nimr foram executados pelos militantes do EI (Estado Islâmico) durante a semana passada. Entre os mortos estão mulheres e crianças, cujos corpos foram encontrados em um poço.

Um dos líderes da tribo, Sheik Naeem al-Ga'oud, disse que setenta e cinco membros de sua tribo foram mortos no domingo, enquanto tentavam escapar dos militantes do Estado Islâmico. Eles foram mortos a tiros e jogados próximo à cidade de Haditha.

A tribo Albu Nimr é um clã sunita que combate o Estado islâmico. A tribo conseguiu manter o ISIS afastado do lado oeste da província de Al-Anbar por algumas semanas, antes de ficarem sem combustível e munição.

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Após a retirada do clã, os militantes acharam os membros do mesmo e estão executando membros da tribo desde o começo da última semana.

Al-Ga'oud também disse à revista Reuters, que além dos setenta e cinco membros executados no domingo, outros cinquenta foram mortos na província de Anbar na última sexta-feira, quando fugiam do EI. Eles estavam a pé na área desértica da província, próxima a Tharthat Lake, quando foram interceptados e executados pelos militantes. O líder também afirmou que já pediu várias vezes ao governo iraquiano que fornecesse armas e homens para sua tribo, mas nada recebeu.

Mais de cento e cinquenta pessoas da tribo Albu Nimr foram encontradas em uma cova coletiva perto de Ramadi, na província de Anbar, na quinta-feira pela manhã. Os militantes tiraram os homens de suas vilas e os levaram para Ramadi com a intenção de executá-los.

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A polícia e as autoridades de segurança disseram que acreditam que a execução ocorreu na quarta à noite, já que os corpos foram encontrados na quinta de manhã.

Em outro momento, corpos de mais de setenta homens foram encontrados em uma cova perto da cidade de Hit, cerca de 80 km a noroeste da capital de Ramadi. 
Uma testemunha contou à Reuters que militantes do Estado Islâmico disseram que os corpos eram de pessoas de Sahwa, que lutavam contra seus irmãos militantes e que aquela era a punição a qualquer pessoa que luta contra o Estado. 
Segundo o líder tribal, o EI ofereceu aos homens passagem em segurança de suas vilas para a cidade de Hit, mas então os apreenderam e atiraram neles.

Em outro caso ocorrido na quarta-feira, os militantes colocaram trinta membros de uma tribo em fila no centro de Hit e os executaram, depois de desfilar com eles pela cidade.

Um relatório das Nações Unidos, divulgado no último dia 1, informou que 1.273 iraquianos foram mortos no mês de outubro.