Estudos realizados no exterior e em universidades brasileiras demonstram que o canabidiol (CDB) pode ser eficaz contra o mal de Parkinson. O canabidiol é uma substância extraída das folhas da Cannabis Sativa - a maconha - que, de acordo com pesquisadores não causa dependência ou efeitos psicoativos. A substância possui princípios ativos que são eficazes em tratamentos do distúrbio do sono, da ansiedade, casos de convulsões e até mesmo contra o mal de Parkinson. O carnabidiol possui uma estrutura química com alto potencial terapêutico neurológico, pode ter ação em tratamentos ansiolíticos, antiepiléticos, anti-inflamatórios e distúrbios do sono.

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No Brasil, uma pesquisa, coordenada por professores da USP (Universidade de São Paulo) com um grupo de voluntários que ingeriram as cápsulas contendo carnabidiol, apresentou resultados positivos como: melhoras na qualidade de vida e no bem-estar dos pacientes. A pesquisa realizada pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, ligada à USP, teve como um dos coordenadores o professor José Alexandre Crippa, que durante seis semanas acompanhou o tratamento de 21 pacientes com mal de Parkinson (doença neurodegenerativa que causa tremores nos membros). O experimento foi realizado dividindo os 21 voluntários em três grupos, que receberam dosagens distintas de carnabidiol.

O primeiro grupo recebeu 300 mg de carnabidiol ao dia, o segundo grupo 75 mg e o terceiro um placebo (sem nenhum princípio ativo).

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Sendo que, ninguém da equipe médica ou dos voluntários tinha conhecimento da dosagem ministrada ao dia, para que não ocorresse influência psicológica no tratamento e obtivessem apenas resultados farmacológicos. Após análise dos dados da pesquisa, observaram que ao contrário de outros medicamentos já utilizados para mal de Parkinson, o canabidiol não causou nenhum efeito colateral. De acordo com o pesquisador, a descoberta abre uma nova possibilidade de tratamento para cormobidades como o Parkinson, principalmente nos casos graves e já diagnosticados na juventude, trazendo esperança e melhoras consideráveis na vida dos pacientes.

Segundo Crippa, está sendo viabilizada a legalização do medicamento no país por meio do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) e a classificação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) que deverá ocorrer no próximo mês. É importante salientar que a pesquisa não incentiva o uso da maconha, mas sim o estudo da extração de uma substância presente em suas folhas. Para que não ocorra equívocos, o professor pretende lançar em breve um site que explique sobre o uso da substância carnabidiol como substância medicinal e não que a maconha seja medicinal, pois são comprovados pela ciência os vários danos à saúde, causados por fumar maconha.