Com a morte da americana Brittany Maynard de 29 anos, diagnosticada com um tipo diferente de câncer no cérebro e o que ela decidiu a fazer depois de conhecer a doença e os efeitos terminais que teria, pediu que pudesse ser feita a morte assistida, marcando até uma data para isso, 1º de novembro. Brittany Maynard sofria de ataques frequentes de dores de cabeça, de garganta e sintomas parecidos com AVC. Depois de ter feito o último desejo da sua lista, ela morreu rodeada por familiares e pessoas que amava. Uma certa ONG chegou a dizer: "Ela morreu em paz!".

A forma como transcorreu publicamente o modo como queria morrer não só chocou os EUA como o mundo inteiro. Após esse caso, muitos procuraram conhecer melhor sobre esse assunto tão polêmico como a eutanásia, ortotanásia, morte assistida e sedação paliativa. Você sabe a diferença?

Eutanásia: também conhecida como ativa, pois a ação depende de um terceiro e a criação do risco não é do paciente. É como receber uma injeção letal;

Ortotanásia: ou a eutanásia passiva ou denominada como morte no tempo certo, é quando se interrompem o tratamento ou procedimentos prolongados para pacientes terminais sem chance de cura. Desligar os aparelhos teria essa configuração;

Morte Assistida: quando o próprio paciente executa o procedimento e um terceiro somente auxilia. Nesse caso o paciente é o ativo da ação, ele mesmo é o criador do risco;

Sedação Paliativa: na verdade não antecipa o momento da morte, como as três anteriores, mas procura suavizar os sintomas através de medicamentos para evitar as dores decorrentes da doença.

Existem no mundo alguns países onde essa prática é permitida. São eles: a Holanda, desde 2002, e restringe somente a pacientes que estejam realmente sentindo dores muito fortes e doenças incuráveis. O pedido tem que ser feito com o paciente ainda consciente; Bélgica, também desde 2002, porém menos restritiva que a Holanda e permite a eutanásia em crianças sendo de total responsabilidade dos pais; Suíça e Alemanha possuem leis parecidas e permitem somente a morte assistida; Outros lugares como Uruguai e Colômbia têm uma pena mais branda a quem comete o homicídio piedoso mas deixando a decisão final ao juiz.