Têm causado espanto e indignação as últimas denúncias feitas contra a Faculdade de Medicina da USP. Um local que deveria ser o exemplo de humanização e respeito ao ser humano. Segundo tem sido divulgado na imprensa, a direção da faculdade mostrou-se surpresa com as denúncias. A pergunta que fica é: até onde a instituição realmente desconhece?

Para entender o que tem acontecido na Faculdade de Medicina da USP

Abuso de álcool, de drogas, estupro, intolerância religiosa, racismo - onde os protagonistas são nossos futuros médicos. Relatos de um grupo de jovens que decidiu não mais calar e fazer algo a respeito, dizem respeito a um dos primeiros "trotes", onde calouras são cercadas por veteranos e segue-se um ritual, com direito a um grito de guerra próprio - não citado aqui por respeito aos leitores.

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Feito isso começa a agarração que chega a casos de violação e estupro.

Já há oito denúncias sendo investigadas pelo Ministério Público há alguns anos, mas a conclusão que se chega é de que há um "pacto de silêncio" - e dada a situação, fica parecendo que isso inclui a diretoria, que não faz nada a respeito, pelo contrário, parece que a faculdade fez mais para abafar os acontecimentos do que investigar e puni-los.

Um outro caso diz respeito a um tal hino, cantado por alunos da faculdade de medicina da USP Ribeirão Preto, que utiliza termos como "imunda" e "fedorenta" para referir-se à mulheres negras. Há uma nota de retratação de parte da Bateria da Faculdade de Medicina de Ribeirão preto, que alega que a música faz parte do cancioneiro - um livro de músicas que faz parte do kit vendido aos calouros - e que em momento algum tiveram a atitude de revisar o referido livro, pois se tivesse feito, não deixariam de forma alguma que letras com o referido teor fizesse parte do livro.

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Outra pergunta ao leitor: Você é membro da bateria, vende o kit com o livro e não tem ideia do conteúdo dele? Quem acredita nisso, por favor, erga a mão.

Esses são alguns dos acontecimentos na referida faculdade - resta a nós esperar que tudo seja investigado e que medidas sérias sejam tomadas para acabar com essas barbáries. É preciso que quem está sendo oprimido seja protegido e que não tenhamos criminosos desse tipo como médicos. #Educação