Fobias

O medo é um sentimento comum a todas as espécies animais, e nos permite a proteção contra ameaças e perigos reais. É o instinto de preservação, vindo em nosso socorro, muitas vezes sem que nos demos conta. Pode ser considerado normal, e não há quem não sinta medo nas situações reais, de perigo visível, iminente. O problema é quando há a somatização de vários problemas e o indivíduo passa a experimentar a fobia em situações normais, do dia a dia.

Mas afinal, o que é a fobia? Pode ser considerado um quadro de fobia aquele onde existe um medo irracional, diante de uma situação ou objeto que não apresente qualquer perigo para o indivíduo, e por causa desse medo a situação, ou o objeto, são obsessivamente evitados, levando muitas vezes a pessoa a limitações pessoais, profissionais e sociais.

Normalmente, as fobias são acompanhadas de ansiedade e depressão - o mal do século.

Pesquisas demonstram que cerca de 10% da população mundial sofre de algum tipo de fobia, sendo que essas surgem, normalmente, na infância ou adolescência, persistindo na idade adulta, caso não haja um tratamento adequado, realizado por psiquiatras e psicólogos, com ou sem auxílio de fármacos.

Devemos levar ainda em consideração o preconceito que envolve os portadores de doenças mentais. Isso, em pleno século XXI, o que explica o fato de muitas pessoas protelarem a busca por tratamento.

Os 3 tipos principais de fobias:

Agorafobia: é o medo de espaços abertos, locais com aglomeração de pessoas, dificuldade de escapar para um lugar seguro, caso haja necessidade ( o fóbico está sempre ansioso imaginando que acontecerá uma tragédia). A pessoa apresenta medo de sair de casa, de entrar em uma loja, medo de viajar, enfim, de ir a qualquer lugar, sozinho, ou sem pessoa de sua confiança. Muitas pessoas com agorafobia desenvolvem a síndrome do pânico.

Fobia social: medo de convívio social, envolver-se em atividades com grupos de pessoas. É frequente, nestes casos, a baixa autoestima e o medo de ser criticado. Normalmente a pessoa sua nas mãos, apresenta rubor facial, tremores, o que pode torná-la suscetível ao alcoolismo, para tentar "se soltar" um pouco mais. Muitas dessas pessoas acabam se isolando completamente do convívio social.

Fobias específicas: restritas à situações ou objetos, animais inofensivos, altura, raios, trovões, avião, espaços fechados (claustrofobia), doenças, sangue, dentre muitos outros.

A incapacitação do indivíduo dependerá do tipo de fobia e da facilidade de evitá-la. Portanto, não ignore os primeiros sintomas de fobia, quando surgirem. Procure logo um médico, que te orientará sobre qual o melhor tratamento, o que proporcionará uma melhor qualidade de vida.