As indicações da presidente Dilma Rousseff para os Ministérios da Fazenda e da Agricultura têm causado mal-estar e têm movimentado uma ala do PT, que tenta ainda derrubar essas indicações. Para uma grande maioria, o que incomoda é a incoerência da escolha com o discurso eleitoral, principalmente no caso de Levy, que o partido (PT) alega ter proximidade com as políticas econômicas do PSDB. Basta lembrar as críticas feitas pela presidente na época da campanha com relação à Armínio Fraga ser a escolha de Aécio Neves para a Fazenda caso fosse eleito - uma delas era por "Armínio ser contra o salário mínimo".

Mas e agora? O argumento dos atuais ministros e dos petistas é de que Levy é contra a política de valorização do salário mínimo.

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Se a indicação de Joaquim Levy não foi bem vista pelo PT, por parte dos atuais ministros e por parte da população, o mercado financeiro, por outro lado, aceitou muito bem. A Bolsa subiu 5% e o dólar caiu 2,08%.

Já o nome de Kátia Abreu, além de gerar bastante desconforto entre os petistas, não foi digerido pelos movimentos sociais, principalmente pelo MST que já se mexeu e começou a protestar. O protesto foi com a ocupação de uma fazenda no RS e segundo o coordenador do coletivo de juventude do MST, Raul Amorim, "Kátia Abreu é símbolo de um modelo que está destruindo os recursos naturais e a saúde dos trabalhadores e de toda a população". A futura ministra, por sua vez, já demonstrou o interesse em implementar alguns planos que façam a integração de políticas para agricultores - dos pequenos aos grandes.

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Pelo que ela espera fazer, assentados ganham o status de microempreendedores e passam a ser atingidos pelas políticas do ministério.

O que se pode dizer de tudo isso é que ninguém entendeu o que a presidente Dilma fez ou está tentando fazer. Pelo bem do Brasil esperamos que ela não "meta os pés pelas mãos", ainda mais depois de uma vitória árdua nas últimas eleições, que por pouco não acabou com a hegemonia do PT no poder. #Governo

E você, leitor? Qual a sua opinião sobre os nomes indicados ao Ministério da Fazenda e ao Ministério da Agricultura?