O Itamaraty publicou uma nota comunicando que ainda não há nenhum registro de pedido de visto de entrada de Julien Blanc no Brasil, mas que se qualquer Consulado ou Embaixada no exterior receber tal pedido, o visto será negado. O Itamaraty está acompanhando o assunto juntamente com a Secretaria de Políticas para Mulheres e com o Ministério da Justiça.

O Ministério das Relações Exteriores já havia recomendado a negação do visto de permanência no Brasil ao americano Julien Blanc.

O americano ganhou notoriedade nas redes sociais essa semana quando alguns sites informaram que ele estava com viagem marcada para o país.

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Julien dá palestras pelo mundo ensinando, segundo ele, 'técnicas de sedução' que envolvem abordagens através de abusos físicos e psicológicos. Ele foi deportado da Austrália após a criação de uma petição pela ativista Jennifer Li, pedindo sua expulsão do país. Em uma de suas técnicas polêmicas ensinadas durante as aulas, ele ensina como pegar a cabeça das mulheres asiáticas e levá-las ao órgão genital masculino com facilidade. Ele ainda sugere táticas para diminuir a autoestima das mulheres, para fazer com que elas tenham medo e para que elas peçam dinheiro, entre outras coisas. Julien é instrutor executivo de uma empresa norte-americana, a Real Social Dynamics, que ensina métodos considerados racistas e sexistas, que envolvem intimidação, violência e humilhação através de palestras e vídeos.

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No Brasil, uma petição pública foi criada no site Avaaz para impedir a entrada do suíço, que teria palestras agendadas para janeiro de 2015. Em menos de dois dias, 278 mil pessoas assinaram a petição.

O palestrante é um dos integrantes da comunidade PUA (Pick Up Artist) - artistas da sedução -, que ainda não é muito conhecida no Brasil. A comunidade é formada por pessoas que estudam as artes da sedução, ensinando técnicas de como se aproximar, elogiar e conquistar.

O movimento se tornou popular depois da publicação do livro O Jogo, do jornalista Neil Strauss, onde ele conta como foi sua experiência ao se infiltrar nas comunidades PUA.