A polêmica atual no Brasil é o tarado do mata-leão, um tal de Julien Blanc. Nunca ouvi falar, mas pela insistência das postagens no mundo virtual resolvi pesquisar: o sujeito ganharia a vida dando palestras pelo mundo sobre como "conquistar" mulheres, embora receba acusações de apologia ao crime. Um jovem norte-americano que cobraria caro pelas "instruções" e que é motivo de preocupação em países como o Japão e Austrália, acusam-no de "coerção". Em vídeos disponíveis na internet vemos um meninote que faz gestos de alguém pronto para a briga. Empurra a cabeça das mulheres insinuando felação às câmeras, faz sinais de como pegar pelo pescoço e posa para fotos ao lado de celebridades como Russell Brand.

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Até o Itamaraty entrou no caso, pode negar visto ao Casanova dos tatames. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores foi categórico: "Caso uma solicitação de visto seja recebida por qualquer Embaixada ou Consulado no exterior, já existem elementos suficientes que recomendam a denegação". Em "fenômenos" sociais como este é uma pena que a atenção fique apenas no "vendedor", haja vista que não há oferta sem demanda. Estamos a falar da "procura" pelo "serviço" prestado, ou seja, neste caso é público nos quatro cantos do planeta Terra.

Definitivamente, as serenatas estão fora de moda. Não sabemos com exatidão - na evolução humana - o momento em que a fêmea fica receptiva ao sexo fora do período fértil, alguns estudiosos dizem que a partir do homo sapiens; também não sabemos quando o homem deixou o tacape como instrumento de paquera.

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O que temos de "certo" é cada uma das fases contemporâneas que poderiam garantir a linha imaginária que separa os indivíduos: primeiro olha, aguarda reciprocidade, corteja. Se não tiver sucesso, o desfecho é a masturbação, o "consentimento" da profissão mais antiga do mundo ou o banho frio.

Independentemente dos inúmeros fetiches e perversões que temos, ainda que haja mulheres (e homens) a desejar tapas e sufocamentos, o mínimo de civilidade é aguardar "permissão". Ultrapassou essa "etapa", é agressão. Nos presídios brasileiros não há "cavalheirismo" para estupradores, é golpe mata-leão e coito anal. #Curiosidades