Hoje, Dia da Consciência Negra, ouvi a presidente Dilma discursando e exaltando mais uma vez a lei de cotas raciais, (Lei 12711/12, de 29 de agosto de 2012), aprovada e sancionada no #Governo da petista. De fato, essa lei tem prós e contras: a favor está a reserva de 50% das vagas em Universidades Federais a estudantes que cursaram todo o ensino médio em escolas públicas, o que faz completo sentido, uma vez que a maioria das escolas públicas no Brasil tem uma qualidade de ensino muito inferior se comparadas com as escolas particulares. Além disso, boa parte dos alunos das instituições públicas estudam no período noturno para trabalhar durante o dia, tendo assim menos tempo para se dedicar aos estudos.

Por outro lado, a mesma lei se torna discriminatória quando diz que parte da cota deve ser reservada a alunos que se declararem negros ou pardos ou indígenas, e ai fica uma interrogação: por que razão alguém que se declare negro, pardo ou indígena precisa de cotas para entrar em uma Universidade Federal? Claramente esta lei está insinuando que pessoas negras, pardas ou indígenas são intelectualmente inferiores aos brancos, de outra forma não precisariam se valer de cotas para conseguir uma vaga em instituições federais de ensino. Ressalvadas eventuais deficiências na qualidade do ensino das escolas públicas (já compensada pela reserva de cotas a alunos oriundos de escolas públicas), eu acredito que todas as pessoas, independentemente da raça ou cor de pele, são igualmente capazes de obter desempenho paritário em um vestibular, sem que seja preciso se valer de cotas discriminatórias.

A lei oportunista (na parte que cria cotas raciais) está em vigor e não existe consenso nem mesmo entre os negros, que são a maioria dos beneficiados por essas cotas raciais.

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Muitos deles entendem que estão sendo discriminados pela sua raça (ou cor da pele). Para o governo que criou a lei, seria uma forma de corrigir erros históricos e tornar o Brasil mais igual, dando oportunidades a todos. A meu ver não é isso que acontece, e deveria o governo rever questões como essa e deixar de criar leis oportunistas com objetivos mais eleitorais do que sociais. #Educação #Opinião