O homem identificado pela mídia francesa como o segundo carrasco francês apresentado em um vídeo que mostra a morte horrível do refém americano Peter Kassig e 18 soldados sírios, foi nomeado como Michael Dos Santos, lusodescendente de 22 anos, de Champigny-sur-Marne, a cerca de oito quilômetros do centro de Paris. Uma pessoa próxima a Dos Santos confirmou à France 2 que ele está entre os 18 militantes islâmicos que são vistos cortando as gargantas de soldados leais ao regime de Bashar al-Assad. Segundo um conhecido, Dos Santos se converteu ao Islão quatro anos e meio atrás e, posteriormente, "derivou" para o extremismo, disse a fonte.

Se pensa que este terá viajado para a Síria em Agosto de 2013, onde passou a ser conhecido pelos colegas militantes com seu nome de guerra, Abou Uthman.

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Este não é contudo o primeiro jihadista francês a ser identificado. Na passada segunda-feira as autoridades francesas identificaram Maxime Hauchard, de 22 anos como um dos jihadistas islâmicos. O jornal francês Le Monde disse que os dois homens foram nomeados em documentos judiciais de abertura de uma investigação legal sobre o "assassinato por um grupo organizado ligado a uma organização terrorista".

Sua conta no Twitter mostra fotografias horríveis de combatentes curdas degoladas, onde se pode ler: "as mulheres do inimigo realizam treinamento para lutar contra nós e vocês, meus irmãos, continuam a permanecer em França?" Enquanto isso, a França anunciou que vai enviar seis aviões de combate para a Jordânia para fortalecer ataques aéreos contra posições do ISIS no Iraque. Os aviões Mirage 2000 serão estacionados em uma base sem nome, perto da fronteira da Jordânia com o Iraque.

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A decisão precisa de aprovação final do presidente francês, François Hollande, mas o Ministério da Defesa diz que os aviões estão prontos para ir e a eles se irão juntar nove aeronaves Rafale sediadas nos Emirados Árabes Unidos, um reabastecimento C135-FR, um navio patrulha Atlantique 2 e uma fragata anti-aeronaves que já se encontram na região. Aeronaves francesas vêm realizando uma média de dois voos de reconhecimento por dia, durante os últimos dois meses desde que começou a Operação Chammal. Oficiais militares disseram que a coleta de informações sobre as posições e bases ISIS era "um pouco exigente, mas necessária". Doze ataques aéreos foram ainda realizados pelos aviões franceses contra as posições islamistas. O Ministério das Relações Exteriores francês anunciou que estava enviando mais ajuda humanitária para ajudar as pessoas deslocadas no Iraque, elevando o montante total da ajuda enviada pela França para o Iraque para aproximadamente 17 milhões de reais.