Foi confirmada a morte de uma enfermeira da Clínica Pasteur, infectada pelo vírus ebola, em Bamako (capital do Mali). Esta é a segunda morte registrada no país. O caso recente não está relacionado com o primeiro, quando uma menina de dois anos morreu no fim de outubro.

Segundo autoridades, a enfermeira havia participado do tratamento de um homem que havia chegado da Guiné. A clínica em que ela trabalhava está no momento em quarentena.

Cerca de cinco mil pessoas já foram mortas pelo vírus ebola no Oeste Africano, principalmente na Guiné, Serra Leoa e Libéria.

A segunda morte aconteceu um dia depois da OMS confirmar a liberação de 25 das 100 pessoas, que estavam em quarentena, por terem tido contato com a menina de dois anos que morreu dia 24 de outubro.

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A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou o surto como uma emergência de saúde global.

O caso da criança deixou as autoridades do Mali alarmadas depois que descobriram que a menina havia apresentado sintomas da doença durante uma viagem de ônibus pelo país, incluindo a capital Bamako, em seu retorno da Guiné.

O avanço do ebola 

O ebola foi identificado pela primeira vez na Guiné, em março, antes de se espalhar para as vizinhas Serra Leoa e Libéria. Casos também surgiram em escala menor nos Estados Unidos, Espanha, Nigéria, Senegal e em Mali.

A OMS afirmou que agora há mais de 13.240 casos (entre confirmados, suspeitos e prováveis) e que quase todos esses encontram-se nesses países.

Ontem (11), a Confederação Africana de Futebol (CAF) confirmou que o Marrocos não irá mais sediar a Copa das Nações Africanas, que será realizada em janeiro de 2015, por medo da disseminação do vírus ebola.

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A CAF aceitou a decisão do país, mas os excluiu do torneiro e afirmou que outras punições podem ser adotadas.

Quando a primeira morte aconteceu, uma ação de emergência foi tomada pelo país juntamente com a OMS. Markatie Daou, porta-voz do departamento, disse que cerca de 50 pessoas ainda estão sendo observadas em Kayes, Mali ocidental, e serão liberadas dentro de uma semana se nenhum sintoma for apresentado.

O surto continua em Serra Leoa, com quase 300 novos casos de infecção registrados nos últimos três dias.