Na manhã do dia 11 de novembro, a então ministra da Cultura, Marta Suplicy, encaminhou para o Palácio do Planalto sua carta de demissão. No documento, a ministra criticou de forma indireta alguns aspectos da política econômica de Dilma Rousseff em seu primeiro mandato. De acordo com a carta, Marta Suplicy espera que Dilma consiga escolher melhor sua equipe econômica, para que assim a credibilidade e confiança no governo sejam retomadas. Para a ministra, o mais importante é que os novos comandantes da economia brasileira estejam alinhados e comprometidos em elevar o crescimento do país. Marta Suplicy deixa a Esplanada dos Ministérios, mas não está fora da política, pois voltará ao seu cargo anterior de senadora.

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Marta foi eleita por São Paulo e deve cumprir mandato até 2018.

Dilma Rousseff ainda não se pronunciou sobre a carta de demissão e não comunicou quem deverá substituir a senadora no Ministério da Cultura. Essa é a primeira mudança no primeiro escalão que acontece depois das eleições. Marta Suplicy resolveu sair para se antecipar na possível reforma ministerial prometida para o próximo mandato de Dilma. Ministra da Cultura desde 2012, foram frequentes os boatos de que sua relação com a presidente não estaria boa. O mal estar com Dilma se deu principalmente em função da campanha que Marta Suplicy fez no movimento "Volta, Lula", mostrando claramente que não apoiava a candidatura de Dilma e que preferia que Lula voltasse a presidência. Com a campanha "Volta Lula" que Marta apoiou ficou a dúvida se ela realmente preferia que Lula voltasse à presidência ou se não acreditava que Dilma poderia ganhar as eleições novamente.

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Ao final da carta, a ministra agradeceu a oportunidade de estar à frente do Ministério da Cultura e declarou que deixa o cargo com a sensação de dever cumprido. No documento ela destacou tudo que contribuiu com o Brasil e desejou que o seu sucessor consiga fazer ainda mais no setor de Cultura do país. Diante da demissão, resta saber quem Dilma convidará para assumir a pasta da Cultura. De acordo com informações extra-oficiais, uma das possibilidades é a secretária executiva da Cultura, Ana Cristina Wanzeler.