Uma substância de nome canabidiol foi muito comentada na época em que pais tentavam autorização para importá-la para o Brasil, visando tratar seus filhos que sofrem de casos graves de epilepsia. Extraído da maconha, esse fármaco já é amplamente utilizado nos EUA e em alguns países europeus, mas está dentre as drogas proibidas no Brasil. Embora a eficácia no tratamento de epilepsia já seja conhecida, novos estudos indicam que o canabidiol é eficaz também no tratamento de pacientes com mal de Parkinson. Um estudo feito descobriu que o canabidiol (CDB) melhora a qualidade de vida e no bem-estar dos que sofrem com mal de Parkinson. Ele foi publicado no "Journal of Psycopharmacology", da Associação Britânica de Farmacologia.

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A grande vantagem do CDB de acordo com os pesquisadores, é que além de ele melhorar a qualidade de vida, não causa dependência nem efeitos psicoativos. O canabidiol é neuroprotetor, antipsicótico, anti-inflamatório, tem potencial terapêutico neurológico, ansiolítico, antiepilético e é ótimo para distúrbios do sono.

Vale ressaltar que Parkinson é uma doença neurodegenerativa e parte dos doentes tem alteração de memória, motora e até de equilíbrio. Muitos têm transtorno comportamental de sono e depressão. Por isso, a descoberta de novas drogas que possam melhorar a vida das pessoas é sempre muito importante. Os pesquisadores acompanharam 21 pacientes com a doença, que foram divididos em três grupos. O grupo 1 recebeu 300 mg de canabidiol ao dia, o grupo 2 recebeu 75 mg e o terceiro grupo recebeu placebo.

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Os pacientes foram acompanhados por seis semanas. Como resultado observou-se que os que ingeriram canabidiol na dose de 75 mg tiveram uma melhora no quadro e os que receberam dose de 300 mg melhoraram ainda mais. Diferentemente das outras drogas usadas para essa doença, o canabidiol não causou nenhum efeito colateral.

Até o momento o uso do canabidiol não é permitido no Brasil. Em alguns casos, famílias entraram na justiça para conseguir a importação da medicação e foi autorizada em caráter especial. A Anvisa está analisando a possibilidade de liberar no país para uso medicinal. #Dicas