Após a ANS divulgar, na manhã desta quinta-feira, a suspensão da comercialização de 65 planos de saúde de 16 operadoras, a Associação Paulista de Medicina, por meio de seu presidente Florisval Meinão, informou que nesta sexta-feira (14), os médicos do estado de São Paulo irão paralisar o atendimento eletivo de 10 convênios. Irão participar do protesto de 1 dia as operadoras Intermédica, GreenLine, NotreDame, Ameplan, CET, Correios, Trasmontano Saúde, Associação Auxiliadora das Classes Laboriosas, Cruz Azul Saúde e Economus.

Atendimentos de urgência e emergência serão mantidos

O presidente da Associação disse ainda que os médicos de todo o estado foram instruídos a realizar apenas os atendimentos de casos urgentes e de emergência e que possuam doenças crônicas ou consideradas graves, bem como cirurgias previamente agendadas. A paralisação será direcionada apenas às consultas que, se adiadas, não prejudiquem ou compliquem os estados de saúde dos pacientes.

Categoria pede reajuste no valor pago por cada consulta

O motivo da paralisação é, única e exclusivamente, devido à negativa de reajuste dos valores das consultas por parte das operadoras de plano de saúde, além da não apresentação de contrapropostas. Segundo Florisval, o desejo dos médicos e da Associação é de que o valor pago por consulta aos médicos credenciados seja reajustado para R$100,00, a fim de cobrir custos e repor a inflação. Atualmente, os médicos do estado de São Paulo recebem entre R$50,00 e R$60,00.

Além do reajuste, a Associação exige ainda que os honorários sejam pagos de acordo com uma hierarquia, visto que, além das consultas, existem outros tipos de procedimentos médicos bem mais complexos, como é o caso das cirurgias.

Em nota oficial o Grupo Notre Dame, que regula as atividades do convênio Intermédica, afirmou que já realizou um aumento de 100% nos valores das consultas, ainda em 2013. Afirma também manterá o atendimento nessa sexta, em toda a sua rede própria. Quanto à rede credenciada, disse que segue em contato direto com as clínicas, consultórios e profissionais, para que não haja interrupção nos atendimentos. As demais operadoras também foram procuradas pela imprensa, porém, sem retorno.