Dois palestinos da Jerusalém Oriental explodiram uma sinagoga na Jerusalém Ocidental na manhã desta terça feira, matando quatro israelenses e ferindo outros oito com facas e machados. Um ataque que está sendo considerado pelos dois lados como um marco importante no crescimento da violência entre Israel e a Palestina. Esse conflito, que já vem se desdobrando por mais de sete semanas de uma extensa guerra entre Israel e militantes islâmicos na Gaza, atingiu seu ápice nas últimas semanas. Desde então houve uma série de ataques entre palestinos e israelenses neste mês, culminando na morte de quatro israelenses.

Os palestinos acusam Israel de armarem confrontos em torno do Monte do Templo de Jerusalém, ou Santuário Nobre, uma área sagrada para judeus e muçulmanos, e dizem que a construção de casas israelenses na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental provoca a ira palestina.

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Mas este ataque de terça feira a uma sinagoga lotada de fiéis, onde acabavam de começar suas orações matinais, é o mais sério ataque das últimas semanas. Os dois lados concordam que a escolha do alvo e as tensões aumentam vertiginosamente sobre os locais sagrados de Jerusálem, o Monte do Templo ou as casas Santuários Nobre do Domo da Rocha e a Mesquita de Al-Aqsa, que tem o Muro das Lamentações como sua base .

Há muitas preocupações de que isso se possa transformar em mais do que uma disputa de terra, tornando-se em uma guerra religiosa sem precedentes.

"Nós não queremos entrar em uma guerra com o Islã, uma guerra religiosa seria um desastre em todos os pontos de vista" afirmou o presidente de Israel, Reuven Rivlin, para os repórteres que faziam a cobertura do ocorrido ao vivo. Declarou ainda: "Nós temos uma disputa de longa data entre judeus e árabes, entre israelenses e palestinos, mas não devemos permitir que estes conflitos se convertam em uma guerra entre religiões".

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Parece que os conflitos, mortes e atentados nesse território estão muito longe de terminar. Enquanto isso, muitas vidas inocentes são ceifadas, numa guerra que, por ironia, é rotulada de guerra santa, e que de santa não tem nada.