Nosso Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, sugere medidas muito suaves, infelizmente, para com as empresas que lucram verdadeiras fortunas superfaturando obras públicas. "Molhando" as mãos de políticos para serem mantidas nesse esquema bilionário e indecente, elas são corruptoras de "agentes públicos", que deveriam olhar pelo melhor para a Nação, onde as licitações deveriam ser transparentes e utilizadas devidamente, e o resultado deveria ser a contratação da melhor opção para o Estado e para o bolso do povo. Uma licitação tem como finalidade a contratação da melhor empresa, entenda-se por "melhor" aquela que mais oferecer e pelo menor custo para os cofres públicos.

Publicidade
Publicidade

Mas não é o que acontece e infelizmente, ao que parece, não teremos a devida punição para os envolvidos.

"É fundamental que quem praticou atos ilícitos seja punido. Mas ao mesmo tempo temos que fazer com que a economia do país não seja atingida. Acho que esse é um grande desafio. É necessário, primeiro, punir com provas", afirmou o ministro. "Não podemos, a partir de suposições, ilações ou indício, tirar conclusões definitivas. Mas, havendo a demonstração de ilícitos, que se puna. Mas temos que ter uma política que também favoreça às empresas, (de modo que) sejam sanadas, como acontece em todo o mundo". (Trecho de matéria publicada no Terra).

Agora analisemos o que foi dito. Falou-se em punir os culpados e envolvidos com base em provas. É para isso que a Polícia Federal está trabalhando e muito.

Publicidade

Falou-se também em perpetrar uma medida que favoreça também às empresas envolvidas, acho que me perdi por aí. Como favorecer quem ativamente corrompe e tira vantagens para si, superfaturando, atrasando prazos e quem sabe o que mais, pois quem age desta forma pode também utilizar material inferior para lucrar mais e por aí vai... Certamente tudo deve ser feito dentro da lei, mas essas empresas envolvidas nesses esquemas "imorais e indecentes", não deveriam continuar trabalhando para o Estado, afinal "não" são "compadres". Deveriam ser penalizadas fortemente e afastadas de qualquer possibilidade de negócios com dinheiro público e "nunca mais" participarem de licitações em qualquer esfera, seja Municipal, Estadual ou Federal. Saneá-las? Podemos sim, mas não para que continuem sendo beneficiadas com ganhos em obras públicas, deve haver uma punição e deve ser exemplar, para inibir outras a não "caírem na tentação do dinheiro fácil".

As empresas envolvidas são: OAS, Odebrecht, Camargo Corrêa, Mendes Júnior, Construtora Galvão/Galvão Engenharia, Iesa, Engevix, UTC/Constran.

Publicidade

Esperemos pelos resultados finais das investigações e não nos esqueçamos jamais de todos os envolvidos, sejam eles políticos corruptos ou empresas corruptoras. Estou acompanhando atentamente, assim como milhares de brasileiros, tudo sobre a "Operação Lava Jato", com a esperança de que não termine em "pizza", como tudo nesse país, e rezando para que Deus seja realmente brasileiro e tenha pena de nós, pobres mortais, sujeitos a viver muito tempo, pagando pelos erros de outros acometidos pela cegueira política. #Governo