Assustados! Este é o estado de espírito dos moradores e comerciantes de Guarujá, cidade do litoral paulista, ao abrirem suas contas de luz. De um mês para o outro ver seu valor mensal aumentar em média 37,78% na conta de luz, sendo que o consumo continua o mesmo, é de matar qualquer um, pois o salário da população não aumenta na mesma proporção. O reajuste na tarifa para consumo residencial e de pequenos estabelecimentos comerciais foi de 35,97%. Já para estabelecimentos de grande porte e indústrias, foi de 40,7%. Uma média de 37,78%, de acordo com matéria do Jornal A Tribuna.

Comerciantes da cidade protocolaram uma representação ao Ministério Público através da Associação Comercial e Empresarial de Guarujá (Aceg) na qual questionam este reajuste exagerado e o repasse dos ditos prejuízos da empresa de fornecimento de energia aos consumidores.

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Afinal, tal ato não é legal, de acordo com o Código do Consumidor, mas a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou o repasse deste prejuízo ao consumidor. O discurso das distribuidoras é o mesmo: As geradoras de energia não estão conseguindo fornecer a energia necessária devido ao baixo nível de água nos reservatórios,  e para não deixarem de cumprir seus contratos, compram energia das térmicas por um preço muito mais alto. Culpa da falta de chuva. Todas estão arcando com prejuízos altíssimos e têm que repassá-los ao consumidor "para não quebrar", seria mais ou menos isto.

A pergunta que não quero calar é: "Mas o governo não deveria subsidiar este custo extraordinário? Ou as empresas fornecedoras de energia não deveriam ter uma estratégia pronta para situações como esta, sem onerar em tanto a população?" Eles são deficientes no sistema de geração e distribuição de energia e sobra para o mais fraco, como sempre?  Uma pequena parcela deste prejuízo poderia ser repassada ao consumidor, proporcional aos nossos índices de reajustes salariais, mas não mais do que isso.

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Afinal estão aplicando dois pesos e duas medidas nesta questão, pois na hora de um reajuste do salário mínimo ou das aposentadorias, o índice é baixíssimo para não quebrar a máquina governamental; mas na hora do reajuste de tarifas dos serviços das concessionárias, nossas fornecedoras, é liberado um reajuste altíssimo. Ainda mais com o verão batendo às nossas portas, onde ventiladores, aparelhos de ar condicionado, geladeiras, e toda uma parafernália consumidora de energia elétrica será utilizada dia e noite. Que o nosso Ministério Público consiga reverter este quadro de abuso, para  que nós aqui na praia, não morramos, literalmente, de calor, ao evitarmos morrer de fome por termos gasto todo o dinheiro do mês pagando a conta de luz.