Na manhã de quarta-feira, 5 de novembro, os motoristas da capital paulista se organizaram e fecharam 29 terminais para protestar contra a violência e falta de segurança nos ônibus. A principal motivação da paralisação foi a morte do motorista John Carlos Soares Brandão, de 40 anos, que teve seu corpo queimado no dia 18 de outubro e veio a falecer dia 22. Os motoristas estão trabalhando com medo dos ataques e do vandalismo, sem segurança e reclamam do descaso do governo. O governo, por outro lado, diz que está fazendo todo o possível para que a situação seja controlada, mas os números são realmente assustadores. Somente este ano 119 ônibus foram incendiados e outros 795 sofreram algum tipo de vandalismo. Números realmente alarmantes.

A paralisação durou em média 2h30, começando às 10h e terminando às 12h30. Embora o período tenha sido curto, estima-se que prejudicou cerca de 1 milhão de pessoas.

Almir Chiarato, diretor da SPTrans, disse que vai abrir um boletim de ocorrência contra as empresas que participaram da paralisação e que estas serão multadas. Segundo ele, é possível saber quais ônibus não cumpriram horário através do GPS, e acrescentou ainda que a população não tem culpa, por isso não pode ser prejudicada.

Almir Chiarato acrescentou ainda que em toda manifestação é feito o BO (boletim de ocorrência) e que este é um procedimento padrão que deve ser cumprido.

José Valdevan, presidente do Sindicato dos Motoristas, disse que os motoristas não podem esperar mais uma tragédia para reagir; ele entende o transtorno, mas a paralisação é pacífica e tem causa justa, por isso pede a compreensão da população.

Não podemos deixar de falar daqueles que não morreram, mas foram feridos, tanto passageiros como funcionários. A violência não pára e parece que virou moda atacar os transportes públicos. A Secretaria de Segurança Pública tem feito a sua parte, mas os esforços parecem não surtir efeito. Na terça-feira, dia 4, um dia antes da paralisação, ficou definido que seria criada uma comissão para tomarem medidas que possam diminuir a violência. Vamos crer que tudo se resolverá da melhor forma possível. #Trabalho