No dia 09/10/11, o professor de história de uma escola particular, Gustavo Montalvão Freixo de 31 anos, marcou uma aula particular com dois alunos e cinco alunas do ensino fundamental na faixa etária de 13 a 15 anos na casa de um dos garotos, cuja mãe trabalhava e, portanto, não estaria em casa no dia e hora marcados. Segundo o depoimento de um dos alunos, o professor teria chegado meia hora antes do combinado para cozinhar um belo almoço aos alunos antes de darem início às aulas particulares. Após o almoço, teria apresentado cinco lâminas de LSD, substância sintética causadora de alucinações aos estudantes, os quais teriam seguido suas ordens e experimentado, com exceção de um aluno que por suas crenças religiosas não aceitou consumir a droga.

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Os estudantes não demoraram muito a sentir os efeitos do LSD, sendo que o dono da casa foi o que mais ficou desnorteado e alucinado.

Além disso, o professor Gustavo ainda teria fumado cigarros com uma das alunas e trocado beijos lascivos com as duas adolescentes. Depois de perceber que os alunos estavam "curtindo o momento", pegou uma das estudantes, levou ao quarto e manteve relações sexuais com a jovem. O promotor de #Justiça do MPRJ, Alexandre Themístocles esclarece que a jovem se lembra que teve relações com o professor, mas que não sabe se houve o uso de preservativo ou não. Ainda segundo o promotor, a jovem de 14 anos é a mesma que afirmou ter perdido a virgindade com o denunciado. Após isso, teria abandonado os jovens sob efeito do LSD.

Foi o pai de um dos alunos que resolveu iniciar as investigações ao levar a notitia criminis ao delegado da 38 DP (Brás de Pina), Paulo Henrique da Silva Pinto, quando notou que seu filho chegou muito alterado em casa e notava que estava falando coisas sem nenhum sentido.

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Com a abertura do inquérito policial, o delegado diz que alguns alunos confirmam o que houve naquele dia, mas outros continuam defendendo o professor, já que este havia pedido para que guardassem segredo até o fim. Entretanto, o professor confessou à direção da escola a presença de drogas, mas negou que era de sua propriedade. Já na delegacia, o professor nega as acusações. As vítimas fizeram exame de corpo de delito no IML e o resultado já foi anexado ao processo criminal.

O professor, que era bastante admirado pelos alunos e lecionava na escola há 5 anos, agora é denunciado por tráfico de drogas e estupro de vulnerável, podendo responder em penas que variam de 5 a 15 anos de reclusão.