Duas adolescentes se explodiram terça-feira em um mercado lotado no nordeste da Nigéria, em Maiduguri, centro de uma insurgência islâmica militante, matando pelo menos 30 pessoas. Testemunhas avançaram que uma das adolescentes entrou no mercado, que se encontrava lotado na altura e explodiu-se. Segundo uma das testemunhas, enquanto as pessoas estavam tentando ajudar os feridos, a segunda bomba rebentou.

Soldados e policiais isolaram a área de imediato, enquanto equipes de resgate ajudaram os sobreviventes a chegar ao hospital. A polícia da Nigéria ainda não emitiu um comunicado sobre o incidente. Não existe reivindicação de responsabilidade, mas suspeita-se que terá sido obra de Boko Haram, um grupo militante islâmico rebelde da Nigéria, que tem usado cada vez mais mulheres-bomba.

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Segundo a Amnistia Internacional mais de 1.500 pessoas morreram este ano, em insurreição dos extremistas.

Em junho deste ano, houve quatro ataques de mulheres-bomba no norte islâmico, incluindo um ataque a uma escola em Kano, a maior cidade da região. Outra mulher se explodiu, em um colégio de formação de professores, no estado de Níger a 12 de novembro, matando pelo menos uma outra pessoa.

A explosão de terça-feira é a primeira em Maiduguri desde 2 de julho, quando 56 pessoas foram mortas na mesma área do mercado quando um carro-bomba explodiu no meio do grupo de comerciantes e compradores. Maiduguri é a capital provincial e maior cidade do estado de Borno, um dos três estados do nordeste da Nigéria, que estão sob o estado de emergência por causa da violência extremista.

Em abril,  Boko Haram sequestrou mais de 200 estudantes femininas de Chibok, a cerca de 80 milhas a sudoeste de Maiduguri.

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As estudantes continuam desaparecidas e sua situação despertou preocupação internacional. No mês passado, em 17 de outubro, seus pais foram encorajados quando os militares nigerianos anunciaram um cessar-fogo com Boko Haram e disseram que as negociações haviam começado para a libertação dos estudantes. Mas essas esperanças foram rapidamente frustradas quando os combatentes do Boko Haram continuaram a lançar ataques e apreenderam várias cidades e vilas em todo o Nordeste.

O presidente nigeriano pretende pedir à Assembleia Nacional uma prolongação do estado de emergência nos três estados a nordeste, mais afectados pela insurgência dos extremistas.