Mesmo se elegendo com forte votação nas regiões mais desenvolvidas do Brasil, Sul e Sudeste, Dilma Roussef não fez a maioria dos votos ali, cabendo à região Nordeste sua mais forte votação, com cerca de 70% dos votos. Sendo a região Nordeste a que concentra a grande massa de beneficiados de seu programa de erradicação da miséria e da fome e da elevação das classes humildes a um patamar de consumo de classe média, a reeleição de Dilma foi atribuída pelos inconformados eleitores do candidato derrotado, Aécio Neves, apenas à retribuição dos pobres aos benefícios sociais recebidos. Ignoram que o opositor sequer venceu no estado natal, Minas Gerais, localizado na região Sudeste, onde governou, e que os eleitores das regiões onde fez maioria, ainda assim conferiram milhões de votos a Dilma Roussef.

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Esta forma de reação de inconformismo caracteriza uma forma velada de racismo, onde o eleitor nordestino é retratado por apoiadores de Aécio Neves como venal e pouco politizado.

O Brasil, desde o #Governo trabalhista de Lula e agora com Dilma Roussef, vem crescendo e aumentando a qualidade de vida de seu povo mais humilde, dentro de um programa voltado às necessidades populares e que, paradoxalmente, acaba favorecendo as elites que protestam, com a chegada da Nova Classe Média ao patamar de consumo interno e com a redução drástica do desemprego. Agrega-se a isto o fato do seu antecessor ter conduzido o Brasil incólume à ultima crise financeira internacional, através de uma arrojada política de desoneração de impostos sobre bens de consumo. 

Dilma, hoje no Partido dos Trabalhadores - PT, é egressa de outro partido trabalhista, o PDT - Partido Democrático Trabalhista, numa linhagem que vem desde Getúlio Vargas, que presidiu o Brasil por 19 anos, João Goulart, também presidente e Leonel Brizola, que foi vice-presidente da Internacional Socialista e Governador Estadual por três vezes.

O movimento de desestabilização e protestos, às vésperas de um novo mandato de Dilma, que iniciará em 2015, reprisa aqueles, gerados fora do país, contra Getúlio Vargas, João Goulart e que provocaram o exílio de Brizola.

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O Brasil como influente força política e com uma economia cada vez mais coesa, como nos tempos de Vargas, novamente disputa e conquista mercados, além de apoiar um movimento que se desvincula dos velhos "senhores" da política internacional e que desgosta os grandes grupos multinacionais. #Eleições