No dia 25 de novembro é comemorado o Dia Internacional da Não Violência Contra a Mulher. A violência contra a mulher é um assunto ainda importante por ser ainda bastante comum. Segundo dados divulgados pela ONU, uma a cada três mulheres já sofreu violência sexual ou física em todo o mundo. Além disso, aproximadamente 120 milhões de mulheres já foram estupradas e mais de 130 milhões sofreram mutilação genital.

Por mais que esses números sejam alarmantes e a violência contra a mulher faça parte do dia a dia de muitas, ainda se trata de um assunto pouco discutido e que infelizmente se torna invisível aos olhos da sociedade.

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Por isso, desde 1981, foi criado o Dia Internacional da Não Violência Contra a Mulher pelo movimento feminista. Ao criar uma data simbólica para falar sobre o assunto, o movimento consegue colocá-lo em pauta e lembrar homens e mulheres do mundo desse tipo de violência.

Para alertar pessoas de todo o mundo sobre a violência contra a mulher e a favor da igualdade entre os sexos, o prédio da ONU Mulheres será iluminado com luzes de cor laranja, assim como a sede da entidade em Nova York. Mas a iluminação dos prédios da ONU Mulheres é apenas uma pequena parte do que a entidade fará para promover a data de hoje. Outras atividades ocorrerão até o dia 10 de dezembro, conhecido como Dia Internacional dos Direitos Humanos. Os 16 dias que separam estas duas datas receberam o nome de "16 Dias de Ativismo Contra a Violência de Gênero".

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A programação desses 16 dias é bem variada e cobre boa parte do país. No Rio de Janeiro, por exemplo, haverá roda de conversa sobre o tema, exposição de grafite e até um democrático debate na internet sobre políticas públicas e o que os países fazem para diminuir a violência contra a mulher. Em João Pessoa e Brasília, acontecerão debates e oficinas entre os dias 26 e 27 de novembro.

Além das pautas que são levantadas todos os anos, a campanha de 2014 também busca alertar sobre o cumprimento da Plataforma de Ação de Pequim. Essa plataforma engloba pontos como "Mulheres e Mídia" e "Mulheres e Pobreza", com ações e possíveis soluções para acabar com os problemas em cada setor em busca da tão sonhada igualdade de gênero.