O Greenpeace publicou em seu site, no dia 03 de novembro deste ano, uma notícia que no mínimo, alerta o Brasil e o mundo sobre a necessidade de não só zerarmos o desmatamento agora, o mais rápido possível, como também iniciarmos de imediato o replantio da floresta derrubada. De acordo com o pesquisador Antonio Donato Nobre do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que também é pesquisador sênior do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), nos últimos 40 anos houve um aumento do desmatamento e isso fez com que a floresta perdesse sua capacidade de captar e transportar umidade para o resto do País. A falta de chuva é consequência direta deste processo brutal de desmatamento, o que deixa nossas torneiras vazias e nossa conta de energia elétrica muito mais cara.

A Articulatión Regional Amazónica (ARA), grupo de entidades civis dos nove países por onde se estende a Floresta Amazônica, foi quem encomendou à Antonio Donato Nobre, o relatório denominado "O Futuro Climático da Amazônia". A conclusão final a que chegou o cientista é alarmante. De acordo com ele: "Estamos perdendo um serviço que era gratuito, que trazia conforto, que fornecia água doce e estabilidade climática". As árvores da Amazônia colocam por dia na atmosfera, algo em torno de 20 bilhões de toneladas de água, que é levada para o sul do continente, através das correntes de ar e vira chuva. Esta quantidade está diminuindo. Infelizmente se continuarmos neste caminho, as áreas que vão de Cuiabá a Buenos Aires, e de São Paulo aos Andes, no futuro serão desérticas como seus equivalentes latitudinais, os grandes desertos de Atacama, Kalahari, Namíbia e o da Austrália.

A Presidente Dilma Rousseff acabou por colaborar diretamente com esta situação, ao ter se negado a assinar a Declaração de Nova York, como apresentei em matéria anterior. Mas o congresso vem trabalhando para aprovar leis para a demarcação de novas terras indígenas e unidades de conservação. Como cidadãos podemos e devemos ajudar na aprovação do Projeto de Lei do Desmatamento Zero, que impede inclusive, o desmatamento do percentual permitido pelo governo. A petição está no site do Greenpeace e qualquer um pode assiná-la. Já são mais de 1 milhão de brasileiros apoiando o Projeto, e quanto mais, melhor.  

Embora para muitos, a situação não pareça merecer tanta atenção, devemos trabalhar na divulgação de tudo que acontece na Amazônia e na conscientização de todos sobre a urgência extrema em se mudar as políticas de desmatamento do País. Para que a terrível tragédia que nos espera possa se reverter, temos que agir agora e mesmo assim, já estamos em atraso, como demostrou em seu relatório, o cientista Antonio Donato Nobre. A população tem que agir e se os governos não demostrarem vontade em mudar, cabe a nós fazermos valer nossa vontade e exercermos nosso dever de cidadãos, pois temos todo o direito de fazê-lo.   #Natureza