A cidade de São Paulo não tem mais onde depositar o lixo doméstico e comercial de seus mais de 10 milhões de moradores. A metrópole já não possui um aterro sanitário próprio desde novembro de 2009. Atualmente há dois depósitos privados em funcionamento, nos municípios de Guarulhos e Caieiras, onde são descartadas mais de 12 mil toneladas diárias de dejetos sólidos.

O que produzimos

Atualmente, nos grandes centros urbanos, a geração de resíduos sólidos cresce mais do que a própria população. Em São Paulo, cada cidadão produz aproximadamente 351,41 Kg de lixo anualmente, ou seja, se cada cidadão viver até os 70 anos terá descartado no meio ambiente 25 toneladas de detritos.

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Estes números poderiam ser reduzidos se tivéssemos uma cultura mais desenvolvida sobre a reciclagem destes materiais descartados. Se tratássemos as 18 mil toneladas recolhidas por dia na cidade, 35% dos matérias recicláveis seriam reutilizadas e se tornariam um novo produto.

Um problema mundial

O lixo mundial irá aumentar de 1,3 bilhões de toneladas para 2,2 bilhões de toneladas até 2025, segundo estimativas do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). Segundo os especialistas, estamos atrasados no processo de reciclagem dos dejetos que descartamos no meio ambiente e a pegada ecológica de cada habitante deste planeta tem marcado profundamente a natureza. Os oceanos, segundo estudos do Greenpeace, são os que mais vêm sofrendo com o lixo que descartamos sem controle e que possui direta responsabilidade em mudanças climáticas e ecológicas.

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Diversas espécies marinhas estão morrendo por intoxicação por objetos plásticos ingeridos acidentalmente, fora outros resíduos como metais que vão parar no fundo dos oceanos. Necessitamos de programas urgentes e eficazes para o tratamento do lixo, sendo esta uma questão de sobrevivência do nosso planeta e dos próprios habitantes. A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que regulamenta o descarte correto (ou seja, logística reversa), espera que no ano de 2015 seja alcançado o índice de reciclagem de 20% de todo o resíduo sólido descartado, mas a consciência do descarte correto deverá se iniciar o mais breve possível.