É de se tirar o chapéu para ele: o homem que, há anos, transformou em ouro os seus #Negócios. Quando cavava um buraco achava petróleo. Na mina, além de ouro, achava diamante. E agora, respondendo à ação penal que ocorrerá nesta terça-feira, 18 de novembro de 2014, será que Eike Batista sai dessa? Qual é a profundidade do poço? 13 anos de detenção ou petróleo à vista?

A implosão do império

No início de 2012, Eike era o homem mais rico do Brasil e o 8.º da lista dos mais ricos do mundo, segundo a Forbes. Seu objetivo era ser o primeiro entre 2015-2016. No entanto, percebemos uma queda nesta trajetória, pois em 2013 ele passou para o 75.º lugar, saindo posteriormente da lista de bilionários.

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Algumas lições aprendidas podemos tentar extrair. Se em seus empreendimentos foram elaborados plano de negócios, houve patrocínio forte de instituições financeiras e grupos estrangeiros, qual foi o erro?

Em sua entrevista ao Fantástico, em 2012, Eike nos apresentou a seguinte definição para empreender: "Empreender nada mais é do que identificar ineficiências, falta de qualidade de produtos e fazer algo melhor. E melhor de tudo é fazer algo melhor e mais barato. Se você conseguir combinar essas duas coisas, você vai ganhar muito dinheiro".

Agora a pergunta é: como enfrentar o insucesso de um empreendimento de alto risco? Quais medidas são cabíveis, no cenário de um produto caro? Pelo visto, quando se fala em algo melhor e mais barato, na verdade é muito relativo para empreendimentos que dependem da temperatura do mercado de ações.

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O risco é extremo e é baseado em especulações. O produto final, muitas vezes, não é visto e, inexoravelmente, desconhecemos os aspectos de qualidade.

Em seu livro, Eike fala da visão de negócios denominada 360°, cuja ideia é que todos os aspectos do negócio precisam ser levados em conta antes de começar um empreendimento. Daí os 360°. "Eu sempre fui buscar o máximo de conhecimento possível para errar menos", explica.

Enfrentando a Justiça

Além de perder grande parte da sua fortuna, Eike vai responder, pela primeira vez, uma ação penal. Ele foi denunciado pelos crimes de manipulação de mercado e uso de informação privilegiada na negociação de ações da petroleira OGX. A pena, caso o julgamento seja desfavorável, é de até 13 anos de prisão e multa de até três vezes o lucro obtido. A audiência está prevista para as 14h, na 3.ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, onde o Juiz ouvirá o réu e testemunhas.

A queda do grupo EBX, impacta, de certa forma, a visão de empreendedorismo, mas quem sabe não ocorrerá uma reviravolta, pois como disse o próprio Eike (no Twitter): "Se descobrir que seu negócio não é mais eficiente, reinvente-se". #Famosos