Muitos jovens estão se formando. As universidades estão lotadas e as filas estão cada vez maiores. No entanto, mesmo após formados, os jovens não conseguem emprego e nem estágios e as empresas continuam reclamando da falta de profissionais qualificados. Na maioria das vezes a culpa não é dos alunos, pois as escolas não estão preparadas para ensiná-los da melhor forma. Eles saem das escolas sem preparo físico, intelectual e psicológico para enfrentarem o mercado de #Trabalho.

Há alunos que sequer sabem como se portar em entrevistas. Muitas vezes esquecem de enfatizar o que realmente o aluno vai necessitar. Outro fato relevante é que muitas dessas universidades não oferecem um ambiente amigável. A maioria não participa dos problemas dos alunos, outras não possuem nem carteiras usáveis e nem segurança adequada. E além do mais há ainda a falta de comprometimento por parte dos docentes no que tange ao preparo para concursos e para a prática. A maioria ensina apenas o básico com slides apresentados de forma rápida e esquecem que a prática faz a perfeição. Eles não colocam os alunos em ambientes e situações reais.

Muitas empresas estão contratando jovens que já tiveram experiências no exterior, mas menos da metade da população pode participar de intercâmbios e de programas como ciências sem fronteiras. De acordo com dados obtidos pelo site cienciasemfronteiras, apenas 71478 alunos receberam essa bolsa até hoje e há apenas 39141 bolsas a serem distribuídas. Agora eu lhe pergunto meu caro leitor: você acha que todos os jovens que sonham em se formar e ter um emprego digno têm condições de pagar essas viagens? Como eles entrarão em contato com os familiares? Os jovens que não podem fazer essas viagens ao exterior, nunca terão chance de um emprego?

A desigualdade começa onde apenas alguns alunos podem fazer parte dessas bolsas, e outra é indicar alunos sem se comprometer com sua conduta. Isso não só acaba por enegrecer a #Educação no Brasil como a imagem de docentes e das próprias universidades. O Brasil não precisa apenas de passar por uma reforma governamental, mas também na educação. As escolas deveriam proporcionar um ambiente agradável, onde cada um deve desenvolver seu próprio projeto, e os professores buscam cada vez mais conhecimento a fim de aguçar a criatividade e a interação dos alunos, de forma que eles não precisem de arriscar suas vidas, se ausentarem de suas famílias.

Até quando o Brasil será "cliente" de outras nações? Até quando teremos de importar educação? Temos jovens inteligentes que podem muito bem ser treinados no nosso próprio país e que têm ideias brilhantes que alavancarão as empresas nacionais. As empresas deverão se conscientizar a fim de que possam aceitar os alunos que não tiveram uma escola digna, porém que se esforçaram, e deverão investir em cursos preparatórios e não apenas devem esperar que todos cheguem preparados e prontos. Afinal as empresas devem cobrar das escolas o ensino e não dos alunos que creem estar aprendendo tudo e quando menos esperam veem a realidade fazer seus sonhos desabar. #Governo