O Papa Francisco afastou das atividades de clérigo o padre argentino Jose Mercau, que foi condenado a 14 anos de prisão por pedofilia. Padre Mercau exercia seu ministério na Paróquia San Juan Bautista, cidade de Ricado Rojas, que é submissa à diocese de San Isidro, província de Buenos Aires. Ele abusou sexualmente de quatro menores de idade, durante o período em que ali servia como sacerdote. Diz o comunicado do Vaticano enviado à diocese: "Por este decreto perdeu automaticamente os direitos próprios do estado clerical, ficando privado de todo o exercício do ministério sacerdotal". O porta-voz da diocese, Máximo Jurcinovic, assinou o documento.

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O padre Jose Mercau era diretor de um lar para menores de rua desde 2005, e num julgamento abreviado, para evitar maiores repercussões e escândalos, acabou por confessar os crimes cometidos. A Diocese de San Isidro, a qual pertence a Paróquia de San Juan Bautista, onde o sacerdote Mercau ministrava, pediu perdão publicamente pelos atos do então presbítero, no fim do ano passado.

A pedofilia, dentro da Igreja, por quê?

Pesquisas meramente estatísticas demonstram que o pedófilo (como acontece com eventuais pendores para quaisquer atividades, o que acontece com todos os profissionais, em suas carreiras) busca estar no meio social/educativo em que mais facilmente possa praticar sua perversão. Daí termos notícias de tantos padres, pastores, professores e, até mesmo, pediatras pedófilos.

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Observação: Esta não é a regra, e sim, exceção. Felizmente.

Origem da pedofilia: doença?

A pedofilia é tão antiga quanto a Humanidade, contudo, devido aos avanços da tecnologia e à velocidade com que as notícias se espalham, juntamente com uma pequena porém significativa mudança na mentalidade das pessoas, atualmente ficamos sabendo de mais e mais casos dessa abominável prática. Prática que choca, principalmente, por tratar-se de abuso contra crianças, seres naturalmente mais frágeis, física e psicologicamente. A covardia ancorada na dor e no consentimento forçado pelo medo.

O que levaria um padre, um homem que, em princípio, resolveu dedicar sua vida a Deus, a praticar tal barbaridade? É a pergunta que muitos de nós nos fazemos. Estudos demonstram que a pedofilia é doença mental. Perversão que teria início na primeira infância do pedófilo, que, não resolvendo os conflitos básicos (Complexo de Édipo) naturais de tal fase, busca romper com a natural proibição do contato sexual com os adultos que estão mais próximos, no caso pai e mãe.

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O indivíduo pedófilo recusa-se a aceitar a interdição dessa relação incestuosa, internalizando-a na forma de perversão, que uma vez praticada, quando torna-se esta criança num adulto, traz aquela satisfação, o gozo desejado lá atrás, na primeira infância. É, pois, perversão sexual formada nos primeiros anos de vida, segundo Doutor Freud - o pai da psicanálise - no que tange à formação do pedófilo. Segundo o doutor Jim Hopper, pesquisador médico da Universidade de Boston, a pedofilia é um conceito de doença, que passa por uma série de buscas que culminem no abuso sexual de menores.

A questão, sob a abordagem jurídica, passa por uma série de mudanças constantes, uma vez que tratando-se de doença mental, a avaliação sobre a (in)imputabilidade do indivíduo é complexa e submissa à análise das inúmeras variáveis, sobre o mesmo tema. Certo é denunciarmos, imediatamente, caso seja de nosso conhecimento algum caso. Todos contra a pedofilia. Disque denúncia 100. #Igreja