Quando questionada sobre a possível volta do CIDE (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), há mais de uma semana quando estava na reunião do G20 , na Austrália, a presidente Dilma alegou que isso não estava na pauta do #Governo. Mas, para nossa surpresa, não só está na pauta como é uma das decisões a ser tomada com a sua nova equipe econômica.

O referido tributo havia sido tirado em junho de 2012, para possibilitar um aumento de combustível sem repasse ao consumidor. A volta do tributo faz parte do pacote fechado pelo atual Ministro da Fazenda, Guido Mantega e tem como principal função equilibrar as contas públicas.

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E adivinha quem acaba pagando por tudo isso? Nós, brasileiros que teimamos em acreditar em um Brasil melhor.

Mas sempre tem alguém que se beneficia - com essa notícia de que o governo irá retomar a cobrança do CIDE, a Cosan tem um dia favorável na Bolsa, com uma alta de 5,07% em suas ações. É, bom pra ela que com essa alta acumula 13,5% de 14 de novembro até hoje. Enquanto isso, as ações nos bolsos dos brasileiros despencam.

Além da notícia sobre a retomada do CIDE, há ainda outra tão ruim quanto e que atinge diretamente milhões de brasileiros: o pacote do atual Ministro da Fazenda prevê a redução de algumas despesas. Não, não é a redução de despesas com salários de parlamentares - é a redução de despesas com seguro-desemprego, abono salarial e pensão pós-morte. 

Pois é, o que temíamos que acontecesse no próximo ano, já começa a dar as caras. Mais uma vez, há contradições nas decisões da presidente Dilma Rousseff com o seu discurso eleitoral - ou seria eleitoreiro? Não que com outro governo fosse ser muito diferente, mas tanta notícia desse teor justamente quando o povo se prepara para comemorar o novo ano, com esperanças renovadas, é para abalar qualquer um. 

É nessas horas que cabe uma mobilização, um "Acorda, Brasil" - E você, vai deixar que enfiem mais uma vez a mão nos teus bolsos e deixar que tirem teus direitos? Há outras formas de equilibrar as contas públicas, não é uma dívida nossa, já fazemos a nossa parte, já damos contribuições suficientes.