Barack Obama pediu contenção na forma de lidar com as manifestações pró-democracia em Hong Kong, dizendo que, embora os Estados Unidos não concordem com a China sobre a disputa, não querem ver as tensões na cidade se transformando em explosões de violência. As primeiras declarações de Obama após chegar a Pequim no início dessa semana foram em cima desses protestos em Hong Kong: "Obviamente, a situação entre a China e Hong Kong é historicamente complicada e está em processo de transição", disse Obama. "Nossa mensagem principal tem sido de garantir que a violência seja evitada", disse o presidente, acrescentando: "Nós não esperamos que a China siga um modelo americano em todos os sentidos. Mas vamos continuar a ter preocupações sobre os direitos humanos."

O comentário de Obama foi feito durante uma reunião com o primeiro-ministro da Austrália, Tony Abbott, em Pequim. As observações não deixaram dúvidas de que o presidente não queria que os protestos em Hong Kong interrompessem a ampla agenda americana com a China.

Em reunião com os líderes dos outros países envolvidos nas negociações, o presidente também apontou para um impulso ambiciosos nos negócios do comércio e da Parceria Trans-Pacífico. Os esforços para firmarem um acordo tiveram progressos recentemente, e a conquista republicana no Congresso tem impulsionado a expectativa que Obama possa ser capaz de ganhar a ratificação de um tratado de comércio com mais facilidade.

"Hoje é uma oportunidade, a nível político, para quebrarmos alguns impasses restantes", disse o presidente aos jornalistas num encontro realizado na embaixada americana.

Ainda assim, não havia nenhuma evidência - e ele não fez nenhuma sugestão- que as negociações estavam perto de um avanço. Obama observou que ele e outros líderes teriam de construir um apoio interno para um acordo, dizendo que "nós também temos que garantir a compreensão do nosso povo para que percebam que os benefícios também são para eles".

A visita de Obama à China, sua segunda como presidente, começou com uma nota promissora: a libertação de dois americanos prisioneiros da Coreia do Norte. Funcionários do governo não especulam sobre se o fato foi programado para coincidir com a viagem, mas a ação dos norte-coreanos "enviou uma mensagem inconfundível e conciliadora na véspera das negociações, de que estão determinados a incluir na discussão assuntos sobre armas nucleares".

A peça central da visita foi o encontro de Obama com o presidente Xi Jinping no Grande Salão do Povo na última quarta-feira, onde esteve presente um líder chinês do Partido Comunista.