Na região metropolitana de Belém há uma grande dificuldade para os usuários do transporte público urbano na hora de pegar um ônibus para estudar ou trabalhar no centro da cidade. Os usuários reclamam da demora na espera por um ônibus, que por vezes pode chegar até uma hora de espera e das condições precárias dos veículos, quase sempre lotados, principalmente nos horários de pico. Outro problema é o valor da passagem de ônibus, que custa R$2,40, o que prejudica o orçamento da população, que em sua maioria recebe apenas um salário mínimo por mês. Os engarrafamentos também viraram há muito tempo uma rotina na capital paraense, contribuindo para os atrasos dos trabalhadores e dos estudantes nas faculdades e escolas da região.

Publicidade
Publicidade

No retorno para casa, os usuários enfrentam a mesma dificuldade, aumentando o estresse e a queda da qualidade de vida.

Os problemas começam de manhã e só terminam no final da noite. Todos os dias muitos passageiros se concentram nas paradas de ônibus, principalmente nos horários de maior movimento, quando as pessoas terminam o expediente de trabalho e os alunos saem dos colégios. Alguns usuários acabam tendo que optar pelo transporte alternativo, em vans e micro-ônibus, que muitas vezes circulam de forma irregular e em condições também precárias.

Outras das reclamações é a existência de poucos veículos. A situação é ainda pior para os trabalhadores que precisam pegar mais de uma condução, tanto na ida quanto na volta, e mesmo assim chegam atrasados ao serviço.

Publicidade

Além de todos esses transtornos, os usuários ainda têm que enfrentar o desrespeito de determinados motoristas de ônibus, que não param nas paradas diante do sinal das pessoas. Os idosos são as principais vítimas do desrespeito e muitas vezes não têm os seus direitos respeitados. Eles e os demais passageiros sofrem com os transtornos, a falta de conforto dentro dos coletivos e a falta de respeito de alguns funcionários. Periodicamente são vítimas das greves de ônibus, que tornam a situação do transporte ainda mais complicada. A única mudança para os passageiros é o aumento na passagem de ônibus.