Um dia inesquecível para ficar registrado na memória e em fotografias. Este é o sentimento que predominou durante a participação de uma caravana de Pindamonhangaba, município da região metropolitana Vale do Paraíba, pelo projeto "Praia Acessível", realizado no Balneário dos Trabalhadores (Praia Grande), em São Sebastião, no Litoral Norte de São Paulo, há mais de dois anos. O projeto do Governo Estadual acontece em diferentes praias pela costa do litoral paulista, disponibilizando cadeiras anfíbias para portadores de necessidades especiais com dificuldades de locomoção poderem interagir, ter seu contato mais próximo com o mar.

Mas não é só isso: a oportunidade de sentir a água salgada, o cheiro da maresia, o vento e todos os outros benefícios do contato com a natureza, além do bate papo com amigos e outras atividades ajudam quem convive com algum tipo de limitação física a ultrapassar os limites do coração.

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A relação de amizade entre eles é muito forte. Como no caso do aposentado Welington Teixeira, 74, que sofre com a paralisia infantil "desde que nasceu", diz ele, que preside atualmente a ADEP (Associação dos Direitos dos Portadores de Necessidades Especiais) em Pindamonhangaba. "Espero o ano todo por esse dia. Somos bem tratados, gosto de estar perto da natureza, que é diferente da nossa região", explica. Durante o dia que passam na praia em São Sebastião, esses cidadãos especiais são tratados com carinho e respeito. Eles realizam uma série de jogos e atividades com auxílio de professores e fisioterapeutas da secretaria municipal de Esportes, incluindo toda infraestrutura do balneário que conta com quiosques, quadra esportiva, refeitório, escola de iatismo.

"Gosto de sentir o vento. Sou um apaixonado pelo mar e na companhia dos amigos o dia fica ainda melhor", conta o também aposentado João Batista Fernandes, 76, que sofre de artrose. "Seu" João revela que o passeio é realizado voluntariamente pelo comerciante Jose Aurélio Alves Lopes, 43, que desde 2008 promove esse tipo de viagem com portadores de necessidades especiais.

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"Sem qualquer custo para eles", diz Aurélio, que fica satisfeito com o trabalho. Além do transporte, ele também providencia as refeições. O almoço é farto: arroz, feijão, carne assada, batata. "Nossa primeira viagem foi para um Carnaval; depois, não parámos mais. Vamos para serra, interior, descemos para o litoral. Um dos lugares mais marcantes que visitamos juntos é a Basílica de Nossa Senhora, em Aparecida". Este ano, Aurélio também trouxe um grupo para conhecer o mar no mês de abril. "A praia é calma e pequena, o que facilita a entrada das pessoas na água", conta. #Entretenimento