O governador do estado de SP, Geraldo Alckmim (PSDB), que esteve participando de evento na cidade de Santos no litoral Paulista, afirmou nessa quinta-feira 06/11, que o #Governo estuda a possibilidade de abastecer as cidades afetadas pela falta de chuvas com água do mar, mas não demonstrou muita esperança, devido aos custos elevados para que tal ação seja efetivada.

Ao ser perguntado pelos problemas que diversas cidades do estado vem enfrentado, o governador falou acerca da utilização de usinas de dessalinização e filtragem para abastecer as cidades e salientou os custos energéticos para retirada e transporte da água do mar até o planalto, o que pode tornar o processo inviável, mas afirmou estar estudando hipóteses para que o processo possa ocorrer.

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O governador afirmou ainda haverem outros processos em estudo. Um deles é a retirada de água do Aquífero Guarani, um dos maiores mananciais de água doce do planeta. Ainda assim, essa água não poderia ser utilizada na região metropolitana, porém atenderia grande parte do interior paulista, já que o Aquífero começa no oeste paulista e se espalha por parte do estado, chegando até o Paraguai e à Argentina. Com a perfuração de vários poços, provavelmente conseguiriam levar água até a região de Campinas, Piracicaba e Jundiaí e aí sim aliviariam um pouco do sistema Cantareira.

Alckmin aproveitou o evento para elogiar o pronunciamento do presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu, que opinou favoravelmente a um sistema interligado entre represas. "Eu fiquei feliz quando ele falou que é favorável à interligação das represas do Atibainha com Jaguarí, porque conseguiríamos dobrar a capacidade de reserva de 1 bilhão para 2,1 bilhões de litros de água.

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É bom para São Paulo e bom para o Rio de Janeiro", destacou.

O problema da falta de água vem se arrastando há meses. Poucas chuvas no estado de São Paulo vem causando uma intranquilidade na população. Campanhas para economia de água foram feitas no intuito de diminuir o consumo, mas a maior metrópole do país não para nunca e a água, essencial para a vida, está cada vez mais escassa. Esperemos pela estação das chuvas, que embora sempre tenha sido um problema na capital devido às enchentes, dessa vez será também certamente comemorada, por aumentar o volume de água nas represas .