Aqui do nosso oráculo, o Google, vemos que o vidente Jucelino da Luz não "acertou" na previsão, o voo JJ-4732 da TAM não atingiu nenhum prédio na Avenida Paulista. Segundo o vice-presidente de operações da companhia, Ruy Amparo, o mesmo voo e a mesma equipe "prevista" decolaram para Brasília conforme a agenda. Para não haver dúvidas: hoje, 26 de novembro de 2014, avião e pessoas completaram o trajeto em segurança.

O vidente diz que a "mudança" da TAM alterou o curso da calamidade, poderíamos até auxiliar nosso profeta com o "argumento" daquela mistura de física quântica com o nosso mundo mecânico no filme What the Bleep Do We Know!? (Quem somos nós): "Eu seguro uma bola, eu a solto, ela cai: causa. Efeito: quando bate no chão. Mas o chão pode ser a causa de eu deixar cair a bola?".

O "causo"

Jucelino da Luz teria sonhado em 2005 com um acidente aéreo, sonho premonitório para o ano de 2014: o vôo JJ-4732 da TAM sairia do aeroporto de Congonhas nesta quarta-feira, 26/11/2014, teria um problema nas turbinas e, se me permitem a onomatopeia: cataplum!

As notícias, como não poderiam deixar de ser, acompanharam aquele que prediz o futuro: O síndico de um prédio comercial na Avenida Paulista "alertou" os condôminos sobre a proeza, a TAM mudou os números para não gerar pânico, as pessoas se divertiram a caçoar pelas redes sociais.

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Técnica e boa educação

A atitude da diretoria da TAM não poderia ser melhor: segundo notícias, executivos da empresa aérea embarcaram para "tranquilizar" a população, uma maneira simbólica de preservar o patrimônio contra "mau agouro" prenunciado. Ruy Amparo disse que respeita as superstições, "mas nessa hora temos que ser técnicos".

Os empresários devem manter a boa educação, afinal, todas essas notícias apenas apontam a suscetibilidade brasileira às superstições, mas às instituições competentes deve se exigir investigação, haja vista que há muita gente a "inculcar ou anunciar cura por meio secreto ou infalível" em nosso país através de templos, não precisamos de mais um tipo a explorar esse "nicho de mercado". #Mídia #Opinião