Em comemoração ao Dia Nacional da Consciência Negra que ocorreu em 20 de novembro, gostaria de compartilhar uma análise sobre as dificuldades do negro na formação educacional.

Não é preciso um aprofundamento teórico para saber que a vida de escravidão do negro reflete-se em sua vida educacional de hoje. Alguns indicadores apontam uma #História de desigualdade entre a trajetória dos negros e dos brancos no Brasil.

Só para se ter ideia de como o negro tem que se esforçar em dobro para diminuir a desigualdade, somente em meados do século 19 há alguma participação de negros em processos educacionais, ou seja, tinham a possibilidade de frequentar a escola.

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Há registros de que no ano de 1871 houve cerca de cinco escolas públicas para a população negra livre e/ou escravos.

Para ilustrar os motivos do desnível educacional que ecoa até hoje, na Reforma Couto Ferraz (Decreto nº 1.331, de 17 de fevereiro de 1854) havia uma obrigatoriedade de se constituir escola primária para crianças maiores de 7 anos e a gratuidade das escolas primárias e secundárias da Corte, mas era proibido crianças escravas e com doenças contagiosas e não era permitido estudarem pessoas já adultas.

Ao longo dos anos, os negros tiveram que provar sua igualdade de direitos com uma luta ferrenha contra seu maior inimigo, o racismo. O racismo pode-se dizer que é o principal impedimento para crescimento igualitário da raça negra comparado à raça de maior número.

Numericamente falando, a pesquisa IBGE Censo Demográfico 2000/2010 traz um comparativo com algumas nuances.

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Por exemplo no gráfico 11, que considero o mais alarmante, traz a proporção das pessoas que frequentavam ensino superior, segundo cor e raça:

No gráfico mostra que no ano de 2000, 8,1% de pessoas brancas frequentavam alguma faculdade contra 2,3% de negros. Em 2010, 14,5% pessoas brancas frequentavam o ensino superior contra 8,4%. Esse foi apenas um exemplo que me fez pensar o porquê desse desnível educacional.

Considero que, apesar das desigualdades, temos hoje melhores condições de diminuir essa estatística. O #Governo federal vem tentando devolver ao negro as condições mínimas de igualdade educacionais e sociais. Ações afirmativas no âmbito da #Educação pública superior ou técnica estão crescendo, apesar das controvérsias, mas a batalha está apenas começando até que índices como esse se igualem.