O tão mortal HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) parece estar enfraquecendo devido a várias mutações que tem de realizar para se adaptar ao organismo humano. Especialista em fazer cópias de si mesmo, ele ataca células específicas do sistema imunológico, que são responsáveis pelas defesas do organismo e replica seu conteúdo genético de forma rápida.

Com defesas imunológicas eficazes e tempo, o vírus vem reduzindo sua capacidade de se replicar, se tornando menos infeccioso e demorando mais em se tornar AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida), que é o estágio mais avançado do HIV. É como se ele ficasse preso e sendo achatado pelo sistema imune, tendo que passar por mutações para sobreviver.

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Enfraquecido, o vírus é transmitido para outra pessoa e o ciclo se inicia novamente, só que agora sua capacidade em se replicar está reduzida, o que vai tornando-o cada vez mais fraco.

Há 20 anos, pesquisadores calculavam um tempo médio de 10 anos para o HIV causar a AIDS, mas nos últimos 10 anos o prazo estendeu-se para 12,5 anos. Virologistas sugerem que com o passar do tempo, o agente infector pode se tornar praticamente inofensivo se suas mutações continuarem a ocorrer na velocidade atual.

Mesmo com a boa notícia, as recomendações de saúde e prevenção continuam as mesmas: sexo com segurança, usando preservativos; e exames periódicos, no caso de vários parceiros. Essas medidas são fundamentais para a prevenção da doença, que faz parte das DST (doenças sexualmente transmissíveis).

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Uma em cada cinco pessoas no Brasil contraíram a doença e não sabem como enfrentar o diagnóstico. Como se o tratamento já não fosse tão difícil, o preconceito ainda é muito grande devido à falta de informação. O medo de perder a família, amigos e o emprego fazem com que pessoas que contraíram o vírus procurem o tratamento já tarde.

A população mais vulnerável à infecção são os homosexuais, com prevalência de 10% a 15%, segundo levantamentos. E acredita-se que a culpa seja do preconceito e da discriminação, já que a onda conservadora reacende e a homofobia só agrava o problema, tornando o combate à epidemia da doença o maior desafio.