A empresa BW Offshore, responsável pela operação da plataforma da #Petrobras no Espírito Santo, e que na quarta-feira (11) explodiu matando cinco pessoas, não tinha registro no conselho do estado. As informações são decorrentes do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura do Espírito Santo (Crea-ES), que aplicará multa à empresa. Ainda não foi informado qual valor será estipulado.

A BW Offshore possuía apenas registro para operar no estado do Rio de Janeiro, portanto estava operando irregularmente no estado do Espírito Santo. Esta semana o navio-plataforma Cidade de São Mateus, em que a BW operava explodiu, matando cerca de cinco pessoas, sendo que outras quatro ainda estão desaparecidas e outras 26 com ferimentos.

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A empresa BW é uma empresa norueguesa que presta serviços à Petrobras, a mesma opera navios-plataforma a serviço da estatal. Ela esta trabalhando nos campos de Camurupim e Camurupim Norte, ambos na Bacia do Espírito Santo.

Diante das irregularidades, as atividades nas plataformas também foram interrompidas na manhã desta sexta-feira (13), promovida pelo Sindipetro-ES (Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo). A paralisação durou cerca de uma hora e meia, sendo que todos os embarques de funcionários durante esse período não foram realizados.

Os funcionários para se dirigirem as plataformas em alto-mar são transportados por meio de helicópteros, sendo o Aeroporto de Vitória usado para o deslocamento, neste local, a mobilização ficou concentrada das 6h às 7h30, chamando a atenção quanto a importância da segurança do trabalho para trabalhadores da plataforma.

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A mobilização aconteceu principalmente como uma forma de advertência, frente as irregularidades que muitas vezes os funcionários são expostos. Além dos trabalhadores, todas as bases da empresa passariam por uma conversa, alertando da importância de evitar os riscos desnecessários e as irregularidades.

Segundo a BW, todas as providências estão sendo tomadas, de forma que a saúde do funcionário seja priorizada. Quanto as reais causas do acidente, a empresa não se pronunciou, ficando a cargo do laudo técnico que será emitido em 90 dias.