Dois dias após a explosão do navio plataforma no Espírito Santo, quatro vítimas brasileiras ainda permanecem desaparecidas, segundo informação dada pela operadora da embarcação BW Offshore.

Nesta manhã de sexta-feira, 13 de fevereiro, foi divulgado um boletim informando a nacionalidade das cinco vítimas fatais da explosão. São eles:1 indiano e 4 brasileiros. A operadora da embarcação também informou o número de feridos, 26 pessoas. A BW Offshore ainda mantém em segredo os nomes dos mortos, feridos e desaparecidos.

Em nota o hospital onde estão as vítimas feridas, informou que seis deles ainda permanecem na UTI.

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Dois pacientes estão em estado grave, correndo risco de morte. Entre essas vítimas em estado grave está um brasileiro que teve 43% do corpo queimado e um filipino que sofreu queimaduras em parte do sistema pulmonar.

A BW afirmou que uma equipe técnica analisou o casco do navio e o mesmo está intacto, avaliações ainda estão sendo feitas para saber se continuarão as buscas pelas vítimas desaparecidas.

Segundo a operadora da embarcação, a explosão ocorreu na casa de bombas, devido a um vazamento de gás.

Saiba mais:

O FPSO Cidade São Mateus é um navio plataforma que extrai óleo e gás, a embarcação pertence à empresa BW Offshore que presta serviços para a #Petrobras.

A plataforma está ancorada numa lâmina d'água de 792 metros, a capacidade de produção e processamento é de 10 MM Nm³/dia de gás e 5.600 m³/dia de líquido, sendo 4.000 m³/d de óleo.

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No momento que ocorreu a explosão havia 74 trabalhadores no local. A explosão aconteceu na quarta-feira passada, dia 11 de fevereiro. Aproximadamente 30 trabalhadores foram retirados do local em um barco de apoio.

Protesto

Petroleiros fizeram protesto no aeroporto de Vitória exigindo mais segurança no trabalho. A ação foi decidida pelo Sindicato dos Petroleiros após o acidente no navio plataforma. Houve paralisação de mais ou menos 3 horas do embarque de trabalhadores da categoria em helicópteros para as plataformas Offshore. Muitos trabalhadores decidiram denunciar a empresa aos órgãos de fiscalização, alegando falta de segurança nas operações dos terminais.