O programa Bolsa família foi criado no ano de 2003 no governo Lula com a intenção de combater a fome e reduzir a pobreza através do repasse de valores em dinheiro às famílias que se enquadrem em um cenário de pobreza e um padrão de vida abaixo do que podemos definir de aceitável. As famílias que recebem o benefício devem seguir algumas regras como manter seus filhos matriculados em escolas e com a vacinação em dia.

Mas o que se tem discutido ultimamente, principalmente no ano de 2014 em que foi reeleita a presidente Dilma do Partido dos Trabalhadores, é se o programa está sendo usado como cabide eleitoral para a manutenção dos políticos do PT no comando do país nas últimas eleições.

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E podemos observar com certa nitidez que, se a estratégia é essa mesmo, está dando certo.

O fato é que o Bolsa Família está sim ajudando inúmeras famílias brasileiras a viver com dignidade, prover um pouco mais de conforto e fornecer recursos para que os filhos possam ir à escola de condução ou comprar materiais escolares para que a educação seja absorvida com mais eficiência pelos alunos da rede pública de ensino por exemplo. Também serve para que os pais possam comprar alimentos ou produtos básicos de sobrevivência.

O PT percebeu que poderia unir o útil ao agradável: ajudar a população a viver com mais conforto e dignidade e ao mesmo tempo criar um elo com seus eleitores que, obviamente, não querem correr o risco votar em outro partido ou político que venha a cortar o benefício no futuro.

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Resumindo, a forma de pensar do partido seria o seguinte: "vote no PT que o partido nunca vai cortar o benefício para a sua família. Se você votar em outro partido, não terá nada garantido".

A situação ideal na visão de estudiosos é de que o benefício deve ser estendido às famílias de forma temporária, ou seja, as famílias devem receber o valor mensal e proporcionar um meio de estudar e crescer para que a qualidade de vida seja elevada até um patamar em que os beneficiários consigam "andar com as próprias pernas". Mas qual seria o critério para que o governo chegue à conclusão de que o cidadão que está sendo beneficiado está trabalhando para o desenvolvimento pessoal e dos seus dependentes? É uma questão muito delicada e polêmica.

Outro ponto em que devemos tocar é a questão da corrupção. Quando há distribuição de verba pública em jogo, há corrupção e desvios de dinheiro na jogada. Isso é fato e o histórico confirma. Estamos cansados de ver nos noticiários casos de desvio de dinheiro do programa para pessoas que não se enquadram nas regras ou pessoas "fantasmas". O controle deve ser rígido e os desvios não podem acontecer.

Para concluir, entendo que programas como esse são necessários, desde que sejam de forma temporária, havendo um controle rígido na distribuição dos benefícios seguindo as regras de enquadramento baseadas em uma análise individual de cada família cadastrada, havendo um acompanhamento sempre que possível. #Opinião #Bolsa Familia