A prisão preventiva de Elisa Quadros Pinto Sanzi, a Sininho, Igor Mendes da Silva e de Karlayne Moraes da Silva, a Moa, foi decretada pelo juiz Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal da cidade do Rio de Janeiro. Motivo: descumpriram medidas cautelares por imposição de habeas corpus que foi concedido pela 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça. Estavam proibidos de participação em protestos. Por investigação da Polícia Civil, eles participaram, em 15 de outubro, de um ato na Cinelândia, em frente à Câmara de Vereadores. Foram fotografados, e as fotos foram anexadas ao inquérito.

Como Igor já está preso, os mandados expedidos contra Sininho e Moa também não puderam ser cumpridos, pois as duas não foram encontradas nos endereços anotados.

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O Instituto de Defesa dos Direitos Humanos prestou a informação de que vai recorrer da prisão preventiva decretada contra Karlayne. E o advogado que defende Elisa e Igor, Marino D'Icarahy Júnior, segundo o G1, criticou a decisão, afirmando que o mandado era mais um ato de terrorismo.

Segundo a Polícia Civil, há um grupo formado por Sininho e mais 20 ativistas que estão sendo acusados de formação de quadrilha armada: foram responsáveis por protestos violentos durante a Copa do Mundo. Em razão deles, Sininho foi presa duas vezes, e é considerada uma das lideranças, o que motivou sua prisão e a de mais 23 pessoas, no dia 12 de julho de 2013, todas beneficiadas por habeas corpus. A exceção foi a dos acusados da morte do cinegrafista Santiago Andrade, Fábio Raposo e Caio Silva, morte ocorrida em fevereiro passado.

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Sobre Sininho (ou Elisa), há ainda queixas por agressão a jornalistas, juntando-se a manifestantes que aguardavam do lado de fora, quando deixou o presídio de Gericinó, em 24 de julho do corrente ano. E, depois, à noite desse dia, quando foi acusada de agredir uma senhora de 58 anos, a qual registrou a ocorrência. O palco desse ato foi a Cinelândia.

O habeas corpus, de agosto do corrente, permitia que os réus ficassem em liberdade até o julgamento da ação penal. Nas medidas cautelares nele inseridas, e que devem ser respeitadas, estão o comparecimento ao juízo, que deve ser regular, proibição de participar de manifestações e de não se ausentar do país. O juiz apenas cumpre a lei.

Manifestações são livres e podem ser necessárias, desde que dentro da lei. Disciplinar os protestos é garantir o exercício da democracia. Prisão, só para os infratores.