Foi divulgado que os novos ministros seriam anunciados na sexta-feira e já havia restrições. O deputado George Hilton (PRB) recebia a maior crítica (detido pela Polícia Federal, em 1995, no aeroporto da Pampulha, com caixas cheias de cheques e dinheiro num total de R$ 600 mil, transportados num jatinho fretado). Cheques e dinheiro que seriam pertencentes à Igreja Universal. Por essa alegação, foi liberado, mas expulso do PFL, partido a que pertencia. Sua indicação é para o Ministério dos Esportes.

Outra indicação que está merecendo reação negativa é a de Aldo Rabelo para o Ministério da Ciência e Tecnologia. E a reação vem da comunidade científica, por ter ele apresentado projeto de lei, em 1994, proibindo órgãos públicos de contratarem mão de obra que adotasse inovação tecnológica, por causa de gastos que ocasionaria.

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E mais outra: a de Jaques Wagner (PT) para o Ministério da Defesa, por não ter sido bom administrador em greves de policiais militares e dos bombeiros, na Bahia, em 2012.

Indicações prováveis são a de Miguel Rosseto para a Secretaria Geral da República, Pepe Vargas para a Secretaria de Relações Institucionais e Ricardo Berzoini para o Ministério das Comunicações. E como ficaria Aloizio Mercadante? Ficando todo poderoso na Casa Civil, contrariaria o ex-presidente Lula.

Na indicação dos 13 ministros, na semana passada, já havia críticas à presidente, principalmente em razão da falta de domínio técnico de alguns dos escolhidos. Agora mais essas. Uma outra, agora, a de Ciro Gomes, governador do Ceará. Aliás, ele já demonstra disposição de rever o currículo do Ensino Médio. Nesta revisão, fazer voltar a procedimentos antigos que avaliavam o vestibulando por área de afinidades com a carreira escolhida.

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Isso aboliria a avaliação do conhecimento por todas as áreas como é hoje. Quem pretendesse cursar medicina, por exemplo, deveria aperfeiçoar-se em matemática, física, química, biologia; e assim por diante. Ainda defende que o vestibular devesse realizar-se a qualquer tempo, já que é, segundo ele, "caminho irreversível". Quanto ao ensino propriamente dito, propõe mudanças estruturais que precisam de melhor apreciação. mas sua indicação é criticada.

Em tese, sobre as críticas, Aécio Neves diz terem os indicados no "único ponto em comum a pouca intimidade com as pastas".

Reunida na última terça-feira, com seus auxiliares, Dilma discutira que vagas seriam destinadas ao PT, o que se estendeu até a quarta-feira.

A equipe política econômica está encaminhada, é uma área sensível, mas a mais sensível é a área política, entregue a Pepe Vargas, para surpresa do próprio PT. Considerado um deputado de pouca expressão política, não estaria à altura do cargo, segundo dirigentes petistas, inclusive o ex-presidente Lula.

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Mas, foi quem andou pelo país distribuindo tratores acompanhando a presidente Dilma.

O PDT deve continuar com o ministério do Trabalho, embora o PT quisesse entregá-lo à CUT. Outras definições: o ministro Ciro Occhi deixa o Ministério das Cidades e passa para a Integração Nacional; o ministério das Cidades fica com Gilberto Kassab, do PSD; Patrus Ananias, do PT, no Desenvolvimento Agrário; Antonio Carlos Rodrigues, do PR, nos Transportes; Ideli Salvatti, nos Direitos Humanos; Izabella Teixeira, no Meio Ambiente; Tereza Campelo no Desenvolvimento Social; José Eduardo Cardozo, na Justiça; o já anunciado Aloízio Mercadante, na Casa Civil. E na Cultura, talvez Juca Ferreira, do PT .

Considerando que provavelmente haverá um ambiente político pesado, com uma oposição forte, uma base aliada não tão fiel, e a presidência de Eduardo Cunha, do PMDB, na Câmara, o ministério do #Governo tem de ser eficiente.