Há acontecimentos que podem fugir ao alcance de nossa memória. Por isso, é bom reeditá-los em nossa mente. Por outro lado, esses mesmos acontecimentos podem estar chegando agora ao domínio de outras pessoas. A expectativa é que, de alguma forma, sirvam de proveitosas reflexões para a história de nossas vidas, como cidadãos, e a de nosso país.

Assim, quem poderia imaginar que nossa maior empresa, tão festejada por nós todos, fosse alvo de tamanha roubalheira? E mais: exatamente comandada por quem deveria zelar por ela? O pior é que os prejuízos chegaram até o estágio de desvalorização de suas ações e a impossibilidade de aumentar investimentos e obter financiamentos.

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Ainda bem que a Polícia Federal e o Ministério Público estão apontando os responsáveis - embora faltando os da cúpula e os outros beneficiários - e os colocando na cadeia.

Outra situação é a do preenchimento das vagas do Supremo Tribunal Federal. Depois da perda de Joaquim Barbosa, apesar de haver ainda respeitáveis, o STF apresenta vagas a serem preenchidas pela "presidenta". A questão é saber, conquanto os critérios conhecidos, se o preenchimento será por nomeação ou escalação. O certo é por nomeação, mas é factual haver escalação. Por isso o Palácio vence. Mas o STF tem dívidas quanto à decisões como no caso Celso Daniel. E agora, obrigações quanto ao julgamento de pessoas que têm foro privilegiado (caso Petrobras, por exemplo, anterior ao processo de cassação de mandatos pelo Congresso) e a manutenção dos chamados casos ocultos.

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E a posição de Lula e Dilma diante do Petrolão? Fala-se em grande esquema atribuído ao PT, incluindo as eleições, notadamente a de 2010. Tudo cantado e decantado pela imprensa e apurado pela PF e MP. A responsabilidade chegou a ser colocada sobre eles. Por enquanto, não investigado.

Como consequência ou não, já se estruturou um canal de leniência para punir com multa as empresas empreiteiras, limitando-se as investigações dos desvios, do suborno e da conivência das instituições financeiras (isso foi atribuído como sugestão do advogado geral da União).

A Operação Lava-Jato descobriu contrato de R$ 886 mil entre Camargo Correa e José Dirceu, em documento publicado pela revista Época. Mesmo cassado por causa do Mensalão, já em 2008, Dirceu funcionava como consultor, tendo, mesmo condenado, 15 clientes. Agora, cumpriu pouco da pena e está em prisão domiciliar. Que belo!

Para melhor reflexão: o Brasil de hoje está muito bom para quem desfruta do poder.





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